Grupo invade vestiários e agride jogadores após derrota de clube do Rio Grande do Sul
Torcedores do Grêmio Esportivo Bagé trocaram socos e chutes com os atletas depois de revés para o Glória, pela Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho
Após a derrota por 2 a 0 para o Glória na Divisão de Acesso do Gauchão, cerca de 25 torcedores invadiram o vestiário do GE Bagé e agrediram atletas com socos, chutes e objetos. O capitão Julio Rusch sofreu lesões no rosto e registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. O caso gerou notas de repúdio do clube, da Federação Gaúcha de Futebol e do Sindicato dos Atletas, que cobram a identificação dos agressores. O Bagé vive má fase no torneio, ocupando a 13ª posição na tabela.
O Grêmio Esportivo Bagé foi derrotado pelo Glória por 2 a 0 no último domingo, 13, em duelo válido pela 11ª rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. Depois da partida, um grupo de torcedores invadiu o vestiário do time de Bagé e entrou em conflito com os jogadores.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, cerca de 25 pessoas entraram no local e trocaram socos e chutes com os atletas. Ainda segundo o documento, uma cadeira e um bebedouro foram arremessados na confusão.
Nas suas redes sociais, o volante Julio Rusch, capitão do GE Bagé, relatou o ocorrido e publicou uma nota de repúdio. O meio-campista também postou imagens de lesões localizadas no seu rosto.
"Eu entro em campo para jogar futebol. Para competir, defender minha equipe e dar o meu melhor. Posso ganhar, posso perder, posso errar, posso ouvir críticas. O que ninguém pode aceitar é ser agredido por simplesmente exercer sua profissão e não corresponder às expectativas do outro", afirmou Julio.
"Já realizei o registro de Boletim de Ocorrência na delegacia, e espero que as autoridades e os responsáveis pela organização adotem todas as medidas necessárias para identificar os MARGINAIS envolvidos e responsabilizá-los pelos atos cometidos", completou.
O próprio clube do interior do Rio Grande do Sul também lamentou o episódio nas dependências do Estádio Pedra Moura. "Nenhum resultado dentro de campo justifica agressões, invasões ou atitudes que coloquem em risco a integridade física de atletas, profissionais e demais pessoas presentes no estádio."
A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) foi outra instituição a repudiar o ocorrido através de comunicado oficial. "Nenhum resultado dentro de campo justifica violência. Atos como esse são inaceitáveis no ambiente do futebol e na nossa sociedade. A FGF se solidariza com os profissionais do seu filiado G.E. Bagé."
Por fim, o Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Rio Grande do Sul (SIAPERGS) se posicionou e cobrou a resolução do caso o mais breve possível. "O ocorrido acende um alerta para todo o futebol gaúcho. Uma invasão seguida de agressão jamais pode ser naturalizada como consequência de derrota ou cobrança de torcida."
No momento, o Bagé ocupa a 13ª posição da primeira fase da Divisão de Acesso, em uma campanha de duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas. A equipe está a seis pontos do Aimoré, primeiro integrante dentro da zona de classificação ao mata-mata do torneio.
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