Fifa se posiciona após ameaça da Uefa e sai em defesa de Infantino
A Fifa reagiu neste sábado (9) à crescente pressão sobre o presidente Gianni Infantino e publicou um comunicado em defesa do dirigente. A entidade afirmou que não irá apoiar ou permitir qualquer processo relacionado à eleição presidencial que não esteja de acordo com seus estatutos e procedimentos democráticos. A manifestação ocorre em meio à maior […]
A Fifa reagiu neste sábado (9) à crescente pressão sobre o presidente Gianni Infantino e publicou um comunicado em defesa do dirigente. A entidade afirmou que não irá apoiar ou permitir qualquer processo relacionado à eleição presidencial que não esteja de acordo com seus estatutos e procedimentos democráticos.
A manifestação ocorre em meio à maior crise política enfrentada por Infantino em seus dez anos à frente da Fifa. Nas últimas semanas, a Uefa passou a liderar um movimento de oposição à administração do dirigente, principalmente após a repercussão de um projeto envolvendo a exploração comercial dos direitos de competições da entidade.
No comunicado, a Fifa também criticou o que classificou como uma tentativa de enfraquecer a instituição e seu presidente por meio de "alegações, insinuações ou desinformação".
Fifa afirma que Infantino mantém apoio das associações
A entidade destacou que Infantino foi eleito de forma democrática pelas 211 associações-membro e continua exercendo normalmente seu mandato.
"O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a exercer o seu mandato."
A Fifa ainda afirmou que existe um "esforço concertado e contínuo" de determinados setores para tentar minar a instituição e seu presidente. Segundo a entidade, aqueles que não possuem apoio suficiente entre as associações não deveriam tentar alcançar seus objetivos fora dos processos democráticos estabelecidos.
A declaração acontece poucos dias depois de Infantino participar de reuniões no Marrocos e conquistar importantes demonstrações de apoio político. O dirigente recebeu respaldo de associações nacionais africanas e sul-americanas, fortalecendo sua posição diante do conflito com a Uefa.
Uefa mantém pressão sobre Infantino
O principal foco da crise está relacionado a um plano da Fifa para transferir a investidores privados uma participação em uma nova empresa que administraria direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela entidade.
A proposta provocou uma forte reação da Uefa e de suas 55 federações nacionais. As associações europeias chegaram a aprovar por unanimidade uma ameaça de boicote às competições da Fifa caso o projeto fosse levado adiante.
Diante da pressão, a Fifa recuou da iniciativa e chegou a enviar um pedido formal de desculpas às 211 associações filiadas. Mesmo assim, a Uefa entende que as garantias exigidas ainda não foram apresentadas de maneira suficiente.
Na última quinta-feira, a confederação europeia voltou a reafirmar a possibilidade de boicote às competições da Fifa, aumentando a tensão entre as duas entidades.
Entidade promete responder a críticas
No comunicado divulgado neste sábado, a Fifa também afirmou que reportagens recentes apresentaram informações que considera falsas ou sem fundamento.
A entidade disse que aceita o "escrutínio legítimo", mas ressaltou que pretende contestar de forma direta informações que considerar imprecisas ou enganosas.
"Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira."
A Fifa também destacou a trajetória de Infantino no futebol europeu e mundial e defendeu as mudanças promovidas pelo dirigente desde que assumiu o comando da entidade.
Apesar da crise com a Uefa, a Fifa encerrou o comunicado reforçando que continuará concentrada em suas 211 associações-membro e no objetivo de ampliar a presença do futebol globalmente.
A declaração deixa claro que Infantino pretende resistir à pressão política e manter o controle da entidade enquanto busca consolidar o apoio conquistado nas últimas semanas.
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