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Futebol

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Fifa defende CazéTV e nega conflito de interesses na transmissão da Copa de 2026

A Fifa afirmou que não vê conflito de interesses na operação entre LiveMode e CazéTV para a transmissão da Copa do Mundo de 2026.

28 jun 2026 - 13h55
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Logo da Cazé TV
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Foto: Divulgação/CazéTV / Esporte News Mundo

A Fifa saiu em defesa do modelo de negócios da CazéTV e afirmou não enxergar qualquer conflito de interesses na operação que garantiu ao canal a transmissão via streaming de todos os jogos da Copa do Mundo de 2026 no Brasil. A posição foi apresentada pelo diretor executivo de Negócios da entidade, Romy Gai, em entrevista ao jornal Estadão.

Romy Gai
Romy Gai
Foto: Sam Hodde/Getty Images / Esporte News Mundo

Segundo o dirigente, a parceria entre a LiveMode, empresa responsável pela aquisição dos direitos de transmissão, e a CazéTV foi conduzida com total transparência e sempre contou com o conhecimento e a aprovação da entidade máxima do futebol.

"Não. A LiveMode adquiriu os direitos com a clara intenção de explorar total ou parcialmente esses direitos por meio da CazéTV, e isso sempre foi realizado com o conhecimento e a aprovação da Fifa", afirmou Romy Gai.

A declaração reforça o respaldo da Fifa ao modelo adotado pela empresa brasileira, que adquiriu os direitos diretamente da entidade e estruturou um sistema de distribuição envolvendo diferentes plataformas de mídia.

Bets seguem sob responsabilidade dos veículos

A manifestação da Fifa ocorre em meio às discussões envolvendo publicidade de casas de apostas nas transmissões esportivas. Recentemente, o Ministério da Justiça abriu uma investigação contra a CazéTV por suposta publicidade abusiva relacionada às bets.

Após a repercussão, o canal alterou sua linha editorial e deixou de exibir comentários sobre odds durante as partidas, adotando um formato comercial mais próximo do utilizado pelas emissoras tradicionais.

Questionado sobre o tema, Romy Gai afirmou que a Fifa não participa das negociações publicitárias realizadas pelos detentores dos direitos de transmissão.

"Essas relações comerciais são uma questão dos próprios veículos de comunicação. Da nossa parte, quando celebramos acordos de patrocínio, realizamos uma ampla due diligence para garantir conformidade", explicou.

Modelo brasileiro é elogiado

Para a entidade, o formato adotado no Brasil durante a Copa do Mundo de 2026 ampliou significativamente o alcance da competição. Além da transmissão gratuita da CazéTV, o torneio contou com cobertura complementar de TV Globo, SBT e NSports, criando um ambiente de distribuição considerado positivo pela Fifa.

Segundo Romy Gai, a diversidade de plataformas ajudou a aproximar novos públicos, especialmente os mais jovens, do principal torneio do futebol mundial.

Direitos da Copa de 2030 ainda não têm destino

Apesar do sucesso comercial da operação no Brasil, a Fifa descartou qualquer tipo de preferência para futuras negociações envolvendo a Copa do Mundo de 2030.

De acordo com Romy Gai, o próximo processo de venda dos direitos de transmissão seguirá os procedimentos tradicionais da entidade, incluindo auditorias e análise de propostas antes da abertura oficial da concorrência.

Assim, a LiveMode, a CazéTV e as demais empresas interessadas disputarão o próximo ciclo em igualdade de condições, sem qualquer vantagem previamente estabelecida pela Fifa.

Esporte News Mundo
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