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Excesso de competições é faca de 2 gumes para vários clubes

19 fev 2020 - 13h15
(atualizado às 13h17)
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Apesar de alguns tropeços, o Corinthians segue como um dos favoritos à conquista do Paulista. Mas, logo de cara, foi eliminado na Libertadores pelo Guaraní do Paraguai. No Rio, o Fluminense, o único dos rivais a fazer frente ao Flamengo na Taça Guanabara, sofreu um revés inesperado pela sua torcida ao sair da Copa Sul-Americana na primeira fase, superado pelo Unión La Calera.

Rafael Dudamel, treinador do Atlético-MG
Rafael Dudamel, treinador do Atlético-MG
Foto: GLEDSTON TAVARES/FRAMEPHOTO / Estadão

Em Minas, o Atlético pode ter o mesmo destino do Tricolor carioca se não golear o Unión Santa Fe nessa quinta, em casa. Na Argentina, perdeu o jogo de ida por 3 a 0. O Atlético, no Estadual, estaria hoje classificado para a semifinal.

Casos assim, notadamente os que acometeram Corinthians e Fluminense, têm a ver com o risco de times grandes, alguns em formação, de deixar o trabalho da temporada comprometido por causa de uma ou duas derrotas pontuais. Estão relacionados, em parte, à quantidade de competições que alguns clubes disputam ao longo do ano. O Fluminense, já na quarta (26) se depara com sua estreia na Copa do Brasil – partida eliminatória contra o Moto Club, no Maranhão.

Há, porém, o outro lado da moeda. Se o Atlético, por exemplo, conseguir eliminar o Unión Santa Fe com uma vitória elástica e improvável no Independência, o técnico Rafael Dudamel pode recuperar, por ora, seu prestígio com a torcida. Ele atualmente vive sob séria ameaça de perder o emprego por causa da irregularidade do Galo nesse início de ano.

A incógnita quanto ao estrago ou benefícios que disputas paralelas podem trazer para os grandes clubes atinge nesta quarta o Vasco, também pela Sul-Americana. Vai enfrentar na Bolívia o Oriente Petrolero, adversário batido no Rio com alguma dificuldade – venceu apenas por 1 a 0. O Vasco não está bem no Carioca e o técnico Abel Braga é outro que já se agarra numa corda bamba.

Até o Flamengo, dono do melhor elenco do futebol brasileiro, não foge a essa lógica. Se o time perdesse a Supercopa do Brasil para o Athletico-PR (foi campeão com vitória por 3 a 0) e, na sequência, deixasse de ganhar a Recopa em dois jogos com o Independiente del Valle – o primeiro confronto ocorre nesta quarta-feira no Equador -, o técnico Jorge Jesus não seria mais unanimidade no clube.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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