Ex-Fluminense é 'blindado' de assédio do Barcelona
João Pedro está perto de ampliar sua permanência no Chelsea, com um projeto para além da valorização. Garantindo um aumento salarial e reajustes em relação ao contrato atual, a diretoria dos Blues encaminhou um novo acordo com validade até 2033 a fim de consolidar o atacante como uma das referências do projeto esportivo e, sobretudo, afastar o interesse de clubes que monitoram sua situação no mercado, como Barcelona e Arsenal.
O prestígio do brasileiro dentro do elenco se fez valer logo no começo da temporada 2026/27, em plena estreia de Xabi Alonso à frente da comissão técnica blues. Dando suas credenciais ao novo treinador, o ex-Fluminense precisou de apenas 9 minutos para marcar um hat-trick, contribuindo ainda com uma assistência, na vitória por 6 a 4 sobre o Sydney Wanderes, da Austrália, em amistoso.
A atuação ainda na pré-temporada reforça uma confiança construída na temporada anterior, sua primeira pelo clube, se tornando um "combo" capaz de justificar o interesse de outros gigantes em apenas um ano nos Blues. No clube desde julho de 2025, João Pedro considerou o recorte na equipe como uma das melhores de sua carreira.
"Estou muito feliz. Acho que foi uma das melhores temporadas da minha vida. Acho que as expectativas em relação a mim eram altas, por isso tento sempre manter minha mentalidade voltada para frente para ajudar meus companheiros de equipe", disse na reta final da temporada 2025/26.
Momento de João Pedro na Europa
Os números ajudam a entender por que o Chelsea decidiu agir rapidamente. Desde que foi contratado junto ao Brighton por cerca de R$ 412,9 milhões, o atacante disputou 53 partidas, marcou 23 gols e distribuiu nove assistências com a camisa do clube inglês.
Esse desempenho mantém João Pedro no radar de Carlo Ancelotti, considerando-o inclusive uma forte opção para assumir protagonismo no ciclo de 2030, mesmo após ficar fora da Copa do Mundo de 2026 por opção técnica.
Interesse de Arsenal e Barcelona
O novo acordo acrescenta mais uma temporada ao vínculo atual, que termina em meados de 2032. Espera-se que o contrato seja assinado nos próximos dias.
A estratégia também responde ao assédio do mercado europeu, visto que Barcelona e Arsenal sinalizaram disposição para superar os 100 milhões de euros (R$ 590 milhões) estipulados pelo Chelsea no mercado. Essa intenção de oferecer melhores condições contratuais já havia sido revelada pelo jornal britânico The Athletic.
Como essas sondagens se arrastavam desde junho, segundo a imprensa britânica, o Chelsea entendeu que precisava oferecê-lo um vínculo que fizesse jus ao status de inegociável. A movimentação também serviu para expor ao jogador a confiança interna da equipe em seu talento, algo que pode pesar bastante em negociações no futebol.
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