Flu reduz pena no tribunal, mas atleta é suspenso até agosto
O atacante Michael, do Fluminense, ficará afastado dos gramados até 31 de agosto. O jogador, que foi flagrado em um exame antidoping por uso de cocaína em 2013, teve a pena final decidida nesta segunda-feira. No total, ficará suspenso por 13 meses, punição que foi até comemorada pelo time carioca, que conseguiu no tribunal redução do gancho comum em tal caso.
A determinação da punição ocorreu através de acordo entre as partes na Corte Arbitral do Esporte (CAS). De acordo com o Fluminense, a pena final é bem inferior à exigida pela Wada, que investiga o doping mundial, em casos do tipo.
O Fluminense ajudou Michael a diminuir a pena. No Brasil - tanto no TJD quanto no STJD -, advogaram a favor do clube e do atleta Roberto Fernandes e Mário Bittencourt, este último atual vice de futebol da equipe e que defendeu o clube na polêmica sessão que terminou com o rebaixamento da Portuguesa em 2013 no STJD.
Veja a nota oficial do Fluminense abaixo:
O atacante Michael Vinicius Silva de Morais teve o caso de doping analisado em sessão da Corte Arbitral do Esporte (CAS), realizada no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira. Houve acordo entre as partes e a decisão é de que o jogador ficará suspenso até o dia 31 de agosto. Com isso, o atleta estará apto a jogar novamente a partir do dia primeiro de setembro de 2015. No final, ele acabará cumprindo efetivamente cerca de 13 meses, pena bem inferior à pena-base exigida pela Wada em casos similares.
Na sessão, o Painel da Corte, por meio de um acordo, aceitou diminuir do tempo previsto para o caso, de dois anos de suspensão, o período de quatro meses da pena que o jogador cumpriu após julgamento no Brasil, somado ao tempo de suspensão preventiva que havia assumido por conta própria antes de o julgamento ocorrer. Além disso, também foi considerado o tempo que a Fifa e a Wada levaram para marcar o julgamento após a solicitação da cópia integral do processo do jogador no Brasil ter sido enviada traduzida pela CBF.
Tanto na primeira e segunda instância (ambas no Brasil – TJD e STJD), como na Corte Internacional o Fluminense prestou toda a assistência jurídica ao atleta. Nas duas primeiras instâncias o atleta foi assistido por Mário Bittencourt e Roberta Fernandes e nos CAS, Michael foi defendido por Daniel Cravo, advogado que representa o Fluminense na área desportiva internacional.
Ressaltamos que Michael segue no Fluminense integrando nosso quadro de atletas, treinando normalmente, o que também foi possível mediante acordo, e em setembro estará de volta durante o campeonato brasileiro.