Entenda porque Osmar Stábile pode ser afastado do comando do Corinthians
Promotor também pediu bloqueio de bens do presidente do clube
O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, foi denunciado pelo Ministério Público de SP por apropriação indébita, acusado de usar cerca de R$ 721 mil do clube para pagar segurança particular irregular para si e sua família. A promotoria solicitou o bloqueio desse montante, o pagamento de R$ 540,8 mil em indenização e medidas cautelares que exigem seu afastamento da presidência e a proibição de frequentar o clube. A Justiça ainda precisa acolher a denúncia para iniciar o processo.
Osmar Stábile, presidente do Corinthians, foi denunciado nesta terça-feira, 15, pelo Ministério Público de São Paulo. O órgão aponta o cometimento de crime de apropriação indébita na contratação de uma empresa para a sua segurança particular. A empresa também teria feito a segurança de familiares do presidente do clube.
Segundo o promotor Cassio Conserino, Osmar Stábili teria utilizado dinheiro do Corinthians para pagar o serviço. A empresa Bear Security fez a segurança do presidente do clube entre julho de 2025 e agosto de 2026 e teria custado cerca de R$ 721 mil ao Corinthians.
Na acusação, o Ministério Público de São Paulo apontou que a empresa em questão não teria autorização da Polícia Federal para exercer a função. Na denúncia, o promotor pede o bloqueio de bens do presidente Osmar Stábile em R$ 721 mil.
Esse valor deve ser devolvido ao clube. Além disso, ele terá de fazer pagamento de R$ 540,8 mil em indenização por danos morais por abalo institucional e reputacional, caso seja condenado. Contudo, a justiça ainda precisa acolher a denúncia para investigar o presidente.
Nesse meio tempo, ele terá o direito de apresentar a defesa com provas e testemunhas durante o seu julgamento. Além do bloqueio, o promotor do Ministério Público de São Paulo, Cassio Conserino, pediu cinco medidas cautelares.
Possíveis medidas cautelares contra Osmar Stábile
- Proibição de acesso às dependências do Corinthians.
- Proibição de contato com testemunhas e dirigentes do clube.
- Suspensão do exercício de qualquer função associativa, especialmente da representação institucional do Corinthians — impedindo-o de participar de reuniões, negociações ou atos administrativos ligados ao clube.
- Proibição de deixar o país sem autorização judicial.
- Proibição de viajar dentro do país, sem autorização judicial, por mais de oito dias.
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