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Entenda a polêmica sobre a volta do Campeonato Carioca

Após adiamentos e disputas jurídica e política, o Estadual do Rio volta a ser realizado neste final de semana

26 jun 2020
14h11
atualizado às 14h11
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Depois de muita disputa jurídica e política, o Campeonato Carioca parece que irá retornar definitivamente neste final de semana. Paralisado desde o dia 16 de março, o processo de retomada do torneio estadual do Rio de Janeiro se tornou uma grande confusão nos bastidores e parece que, enfim, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco vão disputar a competição.

As quatro principais equipes participantes da competição, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco continuam a divergir opiniões em relação ao retorno do futebol carioca, enquanto a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) está decidida em realizar sua retomada. O Estadão relembra toda a confusão para a volta do Estadual e como os times estão na competição.

Troféu do Campeonato Carioca
Troféu do Campeonato Carioca
Foto: Divulgação/FERJ / Estadão

No início da paralisação havia consenso. Os quatro clubes concordaram em interromper suas atividades e seguir as consecutivas prorrogações elaboradas, a cada 15 dias, pela Ferj, dando férias coletivas aos seus jogadores. Na segunda semana de abril, a federação decidiu criar uma comissão de médicos, para a elaboração de um protocolo, que balizaria o retorno das atividades. Contudo, este documento estaria sujeito ao aval das autoridades sanitárias cariocas. No final do mês, cogitava-se o retorno da competição no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, mas o Ministério Público se posicionou contra a proposta.

Começa a pressão de Flamengo, Vasco e Federação Carioca

A pressão pela normalização das atividades com bola intensificou-se em maio. No primeiro dia daquele mês, o Flamengo iniciou a testagem em massa de seus jogadores. Na mesma semana, a Ferj liberou os clubes para voltarem a treinar em seus centros de treinamento. A decisão entre voltar ou não ficaria nas mãos dos dirigentes de cada equipe. No entanto, o Governo do Rio de Janeiro vetou a liberação.

Na segunda semana de maio, o deputado Jorge Fellipe Neto (PSD) apresentou um Projeto de Lei (PL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para permitir o retorno do Campeonato Carioca. Segundo o PL, todas as partidas aconteceriam no Maracanã e deveriam seguir o protocolo de segurança elaborado pela comissão da Ferj. Além disso, o Vasco também iniciou a testagem de seus jogadores.

Na semana seguinte, a Ferj e os clubes se reuniram com Marcelo Crivella, prefeito do Rio, para discutir a retomada do futebol carioca. Nesta ocasião, Fluminense e Botafogo registraram que fariam oposição a proposta e não enviaram representes à reunião. Os dirigentes presentes concordaram com a volta do torneio em junho. Crivella afirmou que decisão dependeria da evolução da covid-19.

Neste meio tempo, o presidente da República Jair Bolsonaro se reuniu com presidentes de Flamengo e Vasco, para discutir a possibilidade da execução de treinos em Brasília. Mais uma vez, Fluminense e Botafogo se ausentaram. Na semana seguinte, o Fla já estava realizando sessões de treinamento com jogadores em campo no CT Ninho do Urubu, desrespeitando o que havia sido estabelecido pelas autoridades sanitárias cariocas.

Flexibilização vai e volta

No primeiro dia de junho, Crivella mudou o discurso cauteloso e passou a falar no sentido de uma possível retomada do campeonato. Chegou até a dizer que o torneio poderia ser realizado com um terço do público, em julho. Cinco dias depois, o Governo do Rio autorizou a volta dos treinos e das partidas, mas no dia seguinte, a Justiça do Rio suspendeu a flexibilização que autorizava a volta do futebol.

Na semana seguinte, Prefeitura e Governo do Rio autorizaram o protocolo médico elaborado pela comissão da Ferj e o confronto Bangu x Flamengo marcaria o retorno da competição. Em um Maracanã vazio, o Flamengo derrotou o Bangu por 3 a 0. Dois dias depois, através de um decreto, Crivella anunciou que os jogos estariam novamente suspensos no estado. Contudo, o prefeito afirmou que se confundiu e justificou que o decreto era válido apenas para Botafogo e Fluminense.

Por conta da confusão, a Ferj adiou as partidas remanescentes daquela rodada e detalhou a tabela de jogos antes do STJD divulgar sua decisão em relação ao pedido do Botafogo e Fluminense. No mesmo dia, o STJD acatou o pedido das equipes que se opuseram a jogar.

De acordo com a decisão, Botafogo e Fluminense só poderiam entrar em campo a partir do dia 28 de junho e, mais uma vez, a penúltima rodada da fase de grupos do Campeonato Carioca foi adiada. As partidas remanescentes da Taça Rio acontecerão neste final de semana.

Como está o Campeonato Carioca

O Flamengo lidera, com doze pontos, o "Grupo A", na frente do Boavista, com sete pontos. Empatados, com quatro pontos cada, estão Portuguesa, Botafogo e Bangu na terceira, quarta e quinta colocação, respectivamente. A Cabofriense segue na última colocação, sem ter pontuado.

No "Grupo B", a situação é um pouco similar. O Fluminense lidera com nove pontos. Atrás dele está o Madureira, com seis pontos e, em seguida, o Volta Redonda, com quatro. Macaé, Vasco e Resende compõem a quarta, quinta e sexta colocação, com três, dois e um ponto, respectivamente.

Estadão
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