Dunga exalta Vini Jr, mas vê jogador longe da faixa de capitão: 'Não é um líder de vestiário'
Campeão do mundo em 1994 destaca importância técnica do camisa 7, mas aponta Marquinhos como referência de liderança no grupo
Capitão do tetra na campanha de 94, o ex-volante Dunga, de 62 anos, fez uma análise do desempenho de Vinícius Júnior até aqui nesta Copa do Mundo. Com dois gols em duas rodadas, o camisa 7 do Real Madrid tem sido um dos poucos destaques da equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti no mundial de seleções. Com a experiência de também ter sido treinador do time nacional, ele se apoiou em sua vitoriosa carreira para falar do atacante.
"Para mim, o Vinícius Júnior é um líder técnico. Ele é o jogador que cria jogadas, avança (nas investidas ofensivas), mas não é um líder de vestiário, como seria um capitão tradicional. O Brasil precisa de um líder de vestiário. É por isso que o Marquinhos (zagueiro do Paris Saint-Germain) assume esse papel", afirmou o jogador em entrevista ao jornal alemão "Bild".
Com três Copas do Mundo no currículo (esteve na Itália, em 90, foi campeão quatro anos depois nos Estados Unidos, e voltou a disputar a final do Mundial contra a França, em 98), o ex-jogador fez um balanço sobre o atual estágio da seleção brasileira em relação aos concorrentes mais fortes da Europa.
Segundo ele, a seleção tem condições de fazer frente aos principais favoritos como França, Espanha e Argentina. "Não estamos tão atrás. Se nossos jogadores demonstrarem a atitude correta, a coragem necessária e o caráter adequado, o Brasil voltará a ser o que foi: campeão mundial", comentou.
Em um torneio onde estrelas internacionais como Messi, Mbappé, Haaland e Cristiano Ronaldo vem mostrando brilho, Dunga saiu em defesa da qualidade dos atletas que estão sob o comando de Ancelotti.
"O Brasil ainda tem jogadores excepcionais. E essa aura de mistério joga a nosso favor. Antes de nosso triunfo em 1994, também ficamos 24 anos sem um título, e nos tornamos campeões mundiais. Uma nação apaixonada por futebol como o Brasil não pode ficar tanto tempo sem título", disse.
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