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Deputado pede audiência pública para resolver impasse sobre criação de liga do futebol brasileiro

Blocos responsáveis pela venda coletiva dos direitos de transmissão têm divergências sobre repasses para os clubes e governança

28 fev 2026 - 16h53
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O deputado federal Beto Pereira (PSDB/MS) convocou a realização de audiência pública na Comissão Permanente de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados, para discutir a formação das ligas no futebol brasileiro, como a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e a Liga Futebol Forte União (FFU). Os blocos são responsáveis pela venda dos direitos de transmissão das partidas dos clubes.

A organização coletiva dos direitos de transmissão, os modelos de distribuição de receitas, a compatibilidade com a Lei Geral do Esporte e a preservação do equilíbrio competitivo são temas que serão discutidos na audiência.

A solicitação ocorre depois que o colunista Rodrigo Capelo, do Estadão, informou a ação judicial do Sport que pretende desfazer acordo com a FFU. A alegação é de concentração de poder nas mãos dos investidores.

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Foto: Sport Clube do Recife via X / Estadão

"Investidores têm 20% sobre o poder político, e os clubes, somados, 80%. Existem assuntos que só podem ser aprovados com 90% dos votos. Logo, os investidores decidem e acabou (...) A governança é, de fato, leonina para os clubes", diz trecho da coluna citado no documento.

Além disso, outros 18 times da Série B teriam demonstrado "profunda insatisfação" com a FFU por conta da condução das negociações comerciais.

No caso da Libra, o deputado aponta a crise entre o bloco e o Flamengo, que pediu o bloqueio de repasses de R$ 77 milhões aos demais times do conjunto por considerar injusta a distribuição. O entrave financeiro motivou a saída de clubes como Vitória, Atlético-MG e Grêmio.

O político convidou Alessandro Barcelos, presidente do Internacional e da Futebol Forte União (FFU), Silvio Matos, CEO da Libra, além de representantes da Série B, da CBF e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

"A temática extrapola os interesses privados dos agentes envolvidos e revela um problema estrutural para o futebol brasileiro, que claramente carece de uma organização capaz de explorar todo o potencial do esporte enquanto indústria", diz outro trecho.

Estadão
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