Cuiabá transforma base em ativo e consegue R$ 170 milhões com vendas de atletas
Clube mato-grossense vendeu jogadores para Santos, Corinthians e para o futebol árabe entre 2023 e 2025
O Cuiabá consolidou um modelo que alia formação, oportunidade e exposição no mercado nacional e internacional e se firmou como um dos clubes que mais arrecada com venda de atletas no futebol brasileiro nos últimos anos.
Entre 2023 e 2025, o clube realizou uma série de transferências para equipes do Brasil e do exterior e conseguiu R$ 170 milhões nesse período.
Em 2023, o clube vendeu João Lucas e Joaquim ao Santos. Em 2024. Raniele foi negociado com o Corinthians, Luciano Gimenez com o Estudiantes e Deyverson seguiu para o Atlético-MG.
Além deles, Rikelme foi vendido ao Shabab Al-Ahli, dos Emirados Árabes Unidos, tornando-se a primeira negociação envolvendo um atleta formado integralmente no Cuiabá.
Já em 2025, o Cuiabá manteve o ritmo elevado de negociações com a negociação recorde de Isidro Pitta com o Red Bull Bragantino, que pagou R$ 31 milhões pelo atacante paraguaio.
O Cuiabá investe atualmente cerca de R$ 800 mil por mês nas categorias de base, aproximadamente R$ 9,6 milhões por ano, garantindo estrutura para o desenvolvimento esportivo e pessoal dos jovens. A base trabalha no CT Manoel Dresch, inaugurado em 2024 com investimento de R$ 50 milhões, que recebeu recentemente um campo de grama sintética certificado pela Fifa, ao custo adicional de R$ 5 milhões, tecnologia também adotada por clubes como o Chelsea, da Inglaterra.
"Nosso objetivo sempre foi estruturar o Cuiabá para ser competitivo esportivamente e sustentável financeiramente. Investir na base é investir no futuro do clube e do futebol brasileiro. Hoje, somos uma vitrine respeitada, que forma, valoriza e entrega atletas prontos para grandes desafios", afirma o presidente Cristiano Dresch.
Os resultados já aparecem dentro de campo: na última temporada, 13 atletas da base participaram das atividades do elenco profissional, nove deles com minutagem em jogos oficiais.