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Copa do Mundo

Veja o destino dos técnicos brasileiros que fracassaram em Copas

9 jul 2010 - 20h01
(atualizado às 23h32)
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Diego Garcia

Depois da queda logo nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, após a derrota por 2 a 1 para a Holanda, Dunga se tornou mais um técnico a falhar com a Seleção Brasileira na busca de um título mundial. A maioria desses treinadores ficou marcado pelos insucessos no torneio mais valorizado pelo povo brasileiro e não teve um futuro tão brilhante na profissão.

Os fiascos viraram sina na carreira de alguns, inclusive com marcas que jamais foram esquecidas. Com exceção de Píndaro Rodrigues, Luiz Vinhaes e Ademar Pimenta, técnicos de 1930, 1934 e 1938, respectivamente, quando o Brasil ainda não era uma potência no esporte, o Terra buscou saber qual foi o futuro dos comandantes das quedas da Seleção em Mundiais.

Zagallo (campeão em 1970, quarto em 74 e vice em 98), Vicente Feola (vencedor em 1958 e queda na primeira fase em 66) e Carlos Alberto Parreira (tetra em 1994 e fracasso nas quartas de 2006) são outros que ficam de fora da lista, já que ergueram troféus em torneios anteriores aos seus respectivos fracassos.

Confira abaixo a lista e o futuro dos treinadores após os vexames:

Zezé Moreira (Copa de 1954) - eliminado pela vice-campeã Hungria em 1954, depois de derrota por 4 a 2 em uma violenta partida que ficou conhecida como "a batalha de Berna".

O treinador foi um dos que entrou na confusão daquele jogo, quando o Brasil esqueceu a bola e preferiu vencer o poderoso esquadrão húngaro na briga. Zezé Moreira atirou uma chuteira no rosto do ministro dos Esportes da Hungria, Gustav Sebes.

O comandante continuou na Seleção como espião e integrante da comissão técnica nos Mundiais de 1958, 62, 66, 70, 82 e 86. Seu irmão, Aymoré Moreira, foi campeão em 1962. Zezé morreu em 10 de abril de 1998, aos 80 anos.

Flávio Costa (Copa de 1950) - o treinador ficou estigmatizado como o comandante da equipe que fracassou diante de 174 mil pessoas, no maior público da história do Maracanã, dia do fatídico "Maracanazzo". O Uruguai virou o jogo e venceu o anfitrião Brasil por 2 a 1, se consagrando bicampeão.

Depois disso, Flávio Costa até chegou a voltar para a Seleção seis anos depois e aconselhou a CBD (hoje CBF) a organizar uma excursão à Europa. O feito foi importante, pois deu ao Brasil a experiência necessária para ser campeão em 1958, com Vicente Feola de técnico.

Mesmo assim, ficou marcado para sempre como o treinador da maior decepção da história do futebol brasileiro. Morreu em 22 de novembro de 1999, aos 93 anos de idade.

Cláudio Coutinho (Copa de 1978) - o técnico considerou sua Seleção como "campeã moral" em 1978, depois de acabar a competição na Argentina invicta e ser eliminada após a goleada suspeita da anfitriã por 6 a 0 sobre o Peru. Teve sua capacidade profissional questionada por não ter conquistado o título na Argentina e foi mais um a ficar marcado.

Acabou com o terceiro lugar, após bater a Itália por 2 a 1. Claudio Pecego de Moraes Coutinho, técnico tricampeão carioca com o Flamengo, morreu precocemente menos de três anos depois do fracasso no Mundial de 1978. A fatalidade aconteceu no dia 5 de janeiro de 1981, quando ele praticava mergulho e tragicamente morreu afogado, com apenas 42 anos.

Telê Santana (Copas de 1982 e 1986) - foi o técnico da decepção do Brasil de 1982, marcada por um futebol bonito e ofensivo e que caiu diante da Itália na segunda fase, após três gols de Paolo Rossi. Quatro anos depois, com uma equipe mais envelhecida, o futebol dos brasileiros não era mais o mesmo e a Seleção sucumbiu diante da França, nas quartas de final, nos pênaltis.

A fama de pé-frio começou a perseguir o treinador até 1990. Nesse ano, assumiu o São Paulo e enfim deu a volta por cima. Foi campeão brasileiro em 1991, bi da Libertadores, bi do Paulista e bi mundial interclubes nos anos de 1992 e 1993. Telê afastou o rótulo de azarado para sempre de sua vida e virou ídolo eterno no São Paulo. Ficou no clube até 1996, quando se afastou por problemas de saúde. Morreu no dia 21 de abril de 2006.

Sebastião Lazaroni (Copa de 1990) - apesar de ter quebrado, em 1989, o jejum de 40 anos do Brasil sem títulos da Copa América, a fama de perdedor o persegue até os dias de hoje. Foi no Mundial do ano seguinte que o treinador dirigiu a Seleção, em uma época que técnico elegeu um raçudo volante como o símbolo daquela equipe. Nascia a Era Dunga, que assim como Lazaroni, virou o símbolo do insucesso do Brasil naquele ano.

Depois da queda nas oitavas de final da Copa de 1990 frente a Argentina, Lazaroni deixou a Seleção e viajou o mundo. Passou por Al Hilal (Arábia Saudita), Bari (Itália), León (México), Fenerbahce e Trabzonspor (Turquia), Jamaica, Yokohama Marinos (Japão), Botafogo, Al Arabi (Kuwait), Juventude, Marítimo (Portugal) e Qatar SC (Catar), onde está atualmente. Ficou marcado como o sinônimo do fracasso da pior campanha brasileira em Mundiais desde 1966.

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Sebastião Lazaroni caiu nas oitavas de final da Copa de 1990; pior campanha do Brasil desde 1966
Sebastião Lazaroni caiu nas oitavas de final da Copa de 1990; pior campanha do Brasil desde 1966
Foto: Gazeta Press
Fonte: Especial para Terra
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