Copa do Mundo: lesões em peças-chave causam 'dor de cabeça' a Ancelotti às vésperas de convocação
Rodrygo fora, Militão e Estêvão em dúvida e outros nomes monitorados complicam planejamento da seleção brasileira para o Mundial
A pouco menos de um mês da convocação final, o técnico Carlo Ancelotti enfrenta um cenário preocupante na montagem da lista da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Lesões em peças importantes têm impactado diretamente o planejamento e aumentado a incerteza em diferentes setores do time.
O problema ocorreu no início de março, em partida contra o Getafe, e foi seguido por cirurgia dias depois. Com prazo estimado entre dez meses e um ano de reabilitação, o jogador está oficialmente fora do Mundial. A ausência pesa, especialmente pelo papel que vinha desempenhando como um articulador ofensivo de confiança do treinador.
Estêvão vira grande dúvida
Outro nome que preocupa é o de Estêvão. O jovem atacante sofreu uma lesão de grau elevado na coxa direita em partida disputada pelo Chelsea e ainda não tem presença garantida na Copa.
Considerado uma das principais opções para atuar no ataque pela ponta direita, ele vinha sendo tratado como titular. Caso não se recupere a tempo, a tendência é que alternativas como Endrick — que ainda não está garantido na seleção — ganhem espaço na lista de Ancelotti.
Militão também preocupa
No setor defensivo, a situação de Éder Militão é outro ponto de atenção. O zagueiro sofreu uma nova lesão muscular na coxa esquerda e está fora do restante da temporada europeia.
Segundo o jornal espanhol Marca, o problema é mais sério do que parecia inicialmente. O histórico recente agrava o cenário: o jogador já havia enfrentado uma lesão no fim do ano passado que o afastou por cerca de quatro meses. Agora, sua presença no Mundial é incerta, o que preocupa Ancelotti, pois a intenção do treinador era escalar Militão como peça titular na lateral direita.
Alisson, Raphinha e Bruno Guimarães são monitorados
Outros titulares também estão sob observação. O goleiro Alisson Becker, do Liverpool, está em recuperação de lesão muscular e não atua mais nesta temporada europeia. Apesar disso, a expectativa é de retorno ainda em abril, o que mantém o otimismo sobre sua convocação.
Já Raphinha, do Barcelona, está em processo de recuperação de problema muscular sofrido na Data Fifa de março. A previsão é de que o atacante retorne em meados de maio, com expectativa de que atuação no El Clásico que acontece dia 10, o que ainda permitiria um período de cerca de um mês de preparação antes do torneio.
Entre os casos menos preocupantes está o de Bruno Guimarães. O meio-campista voltou aos gramados no último sábado, 18 de abril, após mais de dois meses afastado por lesão na coxa e está em processo de retomada o ritmo de jogo. Ainda assim, segue sendo monitorado pela comissão técnica brasileira, que o vê como peça fundamental no meio de campo ao lado de Casemiro.
Com a lista final prevista para o dia 18 de maio, Ancelotti terá pouco tempo para avaliar a condição física dos jogadores e definir os convocados. A estreia do Brasil no Mundial está marcada para 13 de junho, o que reduz ainda mais a margem de recuperação para quem ainda luta contra lesões.
Diante desse cenário, o treinador pode ser obrigado a ajustar planos e abrir espaço para novas opções, em uma convocação que, ao que tudo indica, será influenciada diretamente pelo departamento médico.
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