Vasco busca Justiça para utilizar Maracanã na Copa do Brasil
Jurídico do Cruz-Maltino se apoia em contrato assinado pelo Consórcio para ter a liberação do estádio diante do Vitória
O Vasco acionou a Justiça para obter uma liminar que garanta o mando de campo contra o Vitória, pela Copa do Brasil, no Maracanã. A medida ocorre após o Consórcio Fla-Flu vetar o pedido alegando a preservação do gramado e o descumprimento do prazo mínimo de 15 dias de antecedência. O clube cruzmaltino contesta a decisão com base em um acordo que lhe assegura quatro partidas no estádio durante o ano e restringe vetos sem justificativas estritamente técnicas. O caso aguarda desfecho nos tribunais.
Logo após ter recebido uma negativa do pedido efetuado pelo Consórcio Fla-Flu para mandar o confronto diante do Vitória, válido pela Copa do Brasil, no Maracanã, o Vasco entrou na Justiça para conseguir uma liminar e utilizar o estádio.
Nesse sentido, vale destacar que o duelo está marcado para o dia 26, às 21h30 (de Brasília), com mando do Cruzmaltino. Por conseguinte, a medida judicial tem como objetivo fundamental garantir o direito de mandar a partida decisiva no Maracanã.
Para fundamentar o pedido na Justiça, a diretoria vascaína se escora no Memorando de Entendimentos formalizado junto ao Flamengo e ao Fluminense. Por causa disso, o acordo estabelece a cota assegurada de quatro mandos de campo para o Cruzmaltino no palco principal do futebol carioca ao longo da temporada de 2026.
Além do termo, o clube de São Januário ressalta a existência de uma cláusula específica que restringe eventuais vetos administrativos. Pelo texto, qualquer negativa por parte dos administradores do consórcio precisa obrigatoriamente estar amparada em critérios estritamente técnicos e operacionais.
Alegações de cada lado
Por outro lado, de acordo com a gestão dupla do estádio, a recusa inicial do pedido vascaíno teria ocorrido devido a condições desfavoráveis do gramado, com o receio de que o piso sofresse um desgaste ainda maior.
Contudo, o motivo formal alegado nos bastidores administrativos foi o cumprimento de prazos. O principal entrave para o veto teria sido o tempo de antecedência exigido. Isto posto, é a alegação que o Vasco não teria respeitado a antecedência mínima regulamentar de 15 dias para a solicitação formal de uso da praça esportiva.
Por fim, o caso segue em andamento nos tribunais. A definição sobre o palco da partida pela Copa do Brasil deve ser anunciada em breve.
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