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Copa do Brasil

Textor cogita deixar Botafogo caso surja novo investidor: 'Não é sobre mim, é sobre o clube'

Sócio majoritário da SAF critica ausência de representantes da Eagle em assembleia que poderia decidir sobre capitalização urgente no clube alvinegro

21 abr 2026 - 21h31
(atualizado às 21h31)
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John Textor disse nesta terça-feira, 21, que pode deixar a SAF do Botafogo. A declaração foi dada em entrevista ao ge antes da vitória sobre a Chapecoense pela Copa do Brasil. Esta é a primeira vez que o sócio majoritário do clube admite a possibilidade devido ao impasse relacionado aos novos aportes financeiros.

"Eu prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando, gritando e meio morto antes de deixar esse clube. Mas estou tentando colocar o meu dinheiro aqui por muito tempo. Se eu não consigo fazer isso legalmente e outra pessoa quiser pagar… Criamos um projeto, vivemos um sonho, mas queremos ganhar mais e o clube precisa de dinheiro. Se eles não me deixarem investir e outra pessoa puder, é o melhor para a torcida. Não é sobre mim, é sobre Botafogo", declarou o empresário americano ao ge.

Na segunda-feira, a Assembleia Geral Extraordinária que discutiria a capitalização da SAF foi adiada por ausência de representantes da Eagle Bidco/Cork Gully. A nova reunião deve ocorrer na próxima segunda-feira, 27.

Segundo Textor, advogados da holding até participaram do encontro. No entanto, a falta de interlocutores com poder de decisão foi criticada pelo empresário americano.

"A Eagle Bidco não apareceu. Eles disseram que sim porque mandaram advogados, mas não é o que queremos. Queremos voz, uma pessoa que sente à mesa e diga: "Não vamos deixar você cuidar do clube, John. Nós vamos cuidar do clube". Não tivemos quórum na primeira reunião, terá outra no dia 27. Eu não me importo qual resultado será. Se eu estou dentro ou fora, desde que alguém esteja pagando as contas deste lindo clube. Os torcedores merecem. Não é a Eagle Bid Co., eu sou o sócio majoritário da Eagle. É a Ares. Fazendo o melhor que podem para proteger o time da França (Lyon) e sacrificar o do Brasil (Botafogo)", disse.

O americano também comentou que quer colocar cerca de R$ 125 milhões (25 milhões de dólares) como aporte de capital próprio no Botafogo. Para que a proposta seja aprovada, é preciso que a assembleia aconteça.

"Eu fiz uma oferta de investimento de 25 milhões de dólares. Eu só posso colocar isso em forma de dívida, o que não é saudável. Eu pedi autorização para meu investimento de 25 milhões de dólares ser aprovado e queria votar isso. Se não for por mim, também pedi uma autorização para criar ações para atrair investidores externos", completou.

Também na segunda-feira, o clube foi punido pela Fifa com um transfer ban e ficará impedido de registrar novos atletas por três janelas. Esta é a segunda vez que o clube sofre este tipo de sanção. No início de abril, o clube de General Severiano foi impedido de inscrever jogadores pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) da CBF por causa de atraso em parcelamento de acordo.

O Botafogo enfrenta uma crise nos últimos meses. Depois de conquistar a Libertadores e o Brasileirão em 2024, o time carioca vive um momento de dificuldades financeiras e disputa de poder entre o clube associativo e o americano John Textor, empresário que controla a SAF.

Estadão
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