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Copa Coca-Cola

Após dez anos, Denílson relembra duelo com 'pelotão turco'

12 set 2012 - 07h43
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Nem todo lance precisa terminar em gol para ficar eternizado na memória do torcedor. Quem não se lembra, por exemplo, do drible de corpo que Pelé deu no goleiro do Uruguai antes de ficar sem ângulo e mandar a bola para fora, na semifinal da Copa do Mundo de 1970? Um exemplo mais recente aconteceu durante o mundial de 2002, quando Denílson dominou a bola na grande área adversária e foi perseguido por quatro turcos ao mesmo tempo. Passados dez anos, o ex-jogador fala sobre a jogada e tenta explicar por que ela se tornou uma das cenas mais emblemáticas do futebol nos últimos anos.

Perseguido por quatro turcos, Denílson protagonizou um dos lances mais emblemáticos das Copas, na semifinal de 2002
Perseguido por quatro turcos, Denílson protagonizou um dos lances mais emblemáticos das Copas, na semifinal de 2002
Foto: Getty Images

O meia-atacante lembra que durante o torneio costumava entrar na segunda etapa das partidas. Na semifinal, diante da Turquia, não foi diferente. Ronaldo abriu o placar com um gol de bico logo depois da volta dos vestiários, e a seleção sofria com a pressão adversária. Felipão, então, decidiu colocar Denílson em campo aos 29min.

"Minha obrigação era segurar um pouco a bola lá na frente para dar um descanso para a defesa", recorda. Porém, nas primeiras vezes que recebeu a redonda, o ex-jogador pouco usou. "Em Copa do Mundo estão todos a mil por hora. Você entra frio e não tem muito tempo para pensar, qualquer erro pode ser fatal. Então estava recebendo e tocando logo para pegar confiança", diz.

Aos 44min do segundo tempo, surgiu a primeira chance de ir para cima da defesa turca. Uma bola prensada sobrou para Denílson pela direita no campo de ataque. Como estava isolado, ele decidiu correr em direção à área e passar para Luizão, que fechava pelo outro lado. No entanto, foi surpreendido pela quantidade de marcadores. "Na hora pensei que fossem apenas dois. Só fui notar que eram quatro mais tarde quando vi pela televisão. Como eu estava cercado, desisti de ir para o gol e corri para a lateral. Então esperei a falta."

Cobrada a infração, o meia-atacante ainda segurou a bola no campo de ataque por alguns minutos, ajudando o país e garantir a vaga na decisão. Mais do que isso, o lance se tornou um dos mais marcantes de sua carreira, apesar de Denílson insistir que naquela hora pareceu apenas mais uma jogada comum.

"Acho que ele ganhou toda essa repercussão por ter acontecido em uma Copa do Mundo, como foi com o gol de mão do Maradona, por exemplo. Além disso, teve um momento em que os quatro ficaram em linha atrás de mim, todos iguais, criando uma cena bem incomum para o futebol", reconhece.

O camisa 17 da seleção acrescenta que até hoje é parado na rua e questionado sobre este momento, inclusive por crianças que ainda nem haviam nascido na época. Para ele, a cena é um exemplo do poder do drible para desestabilizar emocionalmente o adversário, o que pode ser fundamental para decidir uma partida equilibrada como aquela.

"Alguns acham que é falta de respeito, mas esse é um dos recursos do atleta. E também é uma forma de dar espetáculo para o torcedor. Eu sofria muitas faltas, mas não sabia bater, então respondia com o drible. Essa era a minha arma", finaliza.

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Fonte: PrimaPagina
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