Vaias para Paquetá e Raphinha: como festa do Olodum viveu estreia do Brasil com Galvão no SBT
No Pelourinho, o clima foi de cobrança moderada após o tropeço da Seleção
O empate do Brasil na estreia da Copa do Mundo foi recebido com uma mistura de frustração e esperança pelos torcedores que acompanharam a partida no Pelourinho, em Salvador. Embalados pelos tambores do Olodum e pela atmosfera tradicionalmente festiva do Centro Histórico, os torcedores passaram por momentos de tensão, irritação e alívio durante os 90 minutos, mas deixaram o local confiantes em uma recuperação da equipe na competição.
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A apreensão começou antes mesmo de a bola rolar. Um problema no telão que transmitia a partida pelo SBT gerou nervosismo entre os presentes. Quando a transmissão foi restabelecida, o clima seguiu tenso nos primeiros minutos de jogo.
A escolha pelo canal de Silvio Santos teve um motivo especial: Galvão Bueno. O narrador tem uma longa ligação com o Olodum e sempre colocou o grupo como talismã da Seleção Brasileria. "Cadê o Olodum? Chama o Olodum!" sempre era um bordão na época de Globo, e ele não abriu mão de levar parra o SBT.
O primeiro momento de reação da torcida veio logo no início, quando Igor Thiago desperdiçou uma grande oportunidade. Apesar do gol perdido, a chance criada arrancou suspiros e ajudou a aliviar a tensão que tomava conta dos torcedores.
O cenário mudou aos 20 minutos, quando Marrocos abriu o placar. O gol foi recebido como um verdadeiro banho de água fria. Muitos torcedores ficaram paralisados, com expressões de decepção e preocupação. O silêncio tomou conta da praça e até as crianças, que agitavam bandeirinhas e animavam o ambiente, interromperam a festa. O sentimento era de irritação com a atuação abaixo do esperado da Seleção Brasileira.
O alívio só veio com o gol de Vinicius Júnior. Assim que a bola balançou as redes, o Pelourinho voltou a pulsar. Ao som do Olodum, os torcedores explodiram em comemoração, recuperando o entusiasmo que havia desaparecido após o gol marroquino. O empate não foi suficiente para transformar a avaliação da atuação brasileira, mas amenizou o clima de irritação que predominava até então.
Durante o primeiro tempo, boa parte das críticas foi direcionada ao meia Lucas Paquetá, alvo frequente das reclamações dos torcedores. Já na etapa final, a insatisfação mudou de endereço e passou a recair sobre Raphinha, considerado por muitos um dos jogadores de pior desempenho da equipe.
Antes mesmo da partida, outro assunto já mobilizava os baianos presentes no local. Muitos lamentavam a ausência do lateral Luciano Juba, do Bahia, na lista de convocados. Apesar da decepção com o resultado e das críticas ao desempenho da equipe, a confiança no hexacampeonato permaneceu entre os torcedores.
"O importante é começar pontuando. O Brasil não jogou bem, mas ainda tem muito campeonato pela frente", resumiu um dos torcedores presentes no Pelourinho, refletindo o sentimento predominante após o apito final.

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