"Uma geração acaba, a outra tem que vir', diz Ancelotti após aposentadoria de Neymar
Treinador italiano comenta, ainda, sobre como como vê o processo de renovação da Seleção Brasileira
O técnico Carlo Ancelotti reagiu à declaração de Neymar que sinalizou sua aposentadoria da Seleção Brasileira. Para o comandante, é natural o encerramento de ciclos para que novas gerações ganhem espaço no futebol. E na Canarinho não poderia ser diferente.
"Penso que jogadores como o Neymar, que já comentou ontem (terça), e todo o respeito com sua decisão. Creio que a história, uma geração se acaba e a outra tem que vir, tem que ser melhor que a última", declarou o treinador, em entrevista à ESPN.
Em seguida, o treinador italiano comentou com mais afinco sobre o processo de renovação da Seleção depois da eliminação para a Noruega no Mundial, ocorrida há mais de três semanas.
"Alguns desses (mais experientes) vão estar, obviamente. Como, por exemplo, o Marquinhos. Sobre o Alisson vamos ver. Obviamente temos que olhar os jovens goleiros, porque há jovens goleiros que já estão jogando no Campeonato Brasileiro, outros muito jovens que estão jogando que podem estar. O que pensamos é que alguns podem estar, mas temos que olhar para um ciclo novo, e vamos olhar para um ciclo novo e vamos colocar novos jogadores".
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Ao ser perguntado sobre o futuro de outros atletas, Ancelotti mencionou que nomes como Casemiro, Danilo e Alex Sandro também parecem ter encerrado seus ciclos com a Seleção.
"Acredito que sim. É um período que termina. Temos que agradecer a todos eles, e tenho muito carinho por todos. Mas acho que a ideia que jogador com mais de 30 anos se acaba é que temos que pensar no futuro", pontuou o comandante.
Ancelotti e o incômodo com Neymar
O italiano tratou, ainda, de dar explicações se ocorreu algum desconforto envolvendo o jogador desde a convocação até a lesão que deixou de fora dos primeiros jogos da Canarinho na Copa do Mundo.
"A única coisa que me incomodou é que o Neymar podia treinar nesse período, preparar-se melhor, podia estar melhor no primeiro jogo e não no quarto jogo. Isso foi a única coisa que me incomodou. Depois, a atitude do jogador foi perfeita. Treinou muito bem, estava focado na recuperação, ajudou a equipe, ajudou os companheiros, estava muito sério e concentrado no treinamento".
"Ele contribuiu não a nível técnico como se esperava que podia contribuir, porque não pôde. Mas, a nível de atitude, uma atitude muito positiva. Eu tenho muito carinho por ele, agradeci a ele pela sua atitude, pelo comportamento, e acho que foi uma decisão correta leva-lo na lista dos 26′, concluiu Ancelotti.
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