Opinião: Fantasmas dos hipotéticos Neymar e Endrick assombram o pressionado Ancelotti
Seleção Brasileira volta aos treinos com a cobrança de fazer placar elástico contra o Haiti
Carlo Ancelotti declarou mais de uma vez que se encantou com a paixão do brasileiro pelo futebol. Porém, essa paixão não retira a pressão de ter que ganhar uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira. O italiano pode ter até mais crédito do que nomes nacionais, mas, a partir de agora, vai conhecer o outro lado do torcedor canarinho: a exigência.
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Depois do frustrante empate contra Marrocos, a Seleção voltar aos treinos neste segunda-feira pressionada. Sim, torcedores e imprensa não discutem se o Brasil vai ganhar do Haiti na próxima sexta-feira, a discussão é a elasticidade do placar. Ou seja, exige-se uma goleada para fazer saldo e ainda ter chances de ser primeiro colocado do Grupo C.
E justamente no setor ofensivo estão os grandes fantasmas de Ancelotti: Neymar e Endrick. Para deixar claro, são os hipotéticos Neymar e Endrick. O craque dos Santos não treina com bola há mais de 25 dias. A expectativa é que ela apareça nesta semana no gramado do CT de Columbia Park, mas ninguém sabe quando ele estará 100%.
Já o atacante de 19 anos é uma unanimidade. O fato dele não ter saído do banco no empate contra Marrocos foi a grande crítica ao trabalho de Ancelotti. Porém, ninguém sabe o que ele teria conseguido produzir em campo. É claro que o Endrick é acima da média, sempre foi precoce, mas não se pode garantir que com ele em campo tudo seria diferente.
A verdade é que a atual Seleção de Ancelotti vive de incertezas e não passa confiança para o torcedor. Pode até ser que o treinador acerte o time, mas fica cada vez mais evidente que ele convocou mal. Ao levar um monte de atacantes, o time ficou sem opções de ter outras maneiras de jogar.
Já o setor defensivo, que sempre foi o ponto alto de todo treinador italiano e grande destaque na Era Tite, está deixando o Brasil na mão. O time foi vazado nos últimos seis jogos e viu os seus principais jogadores falharem, como Casemiro e Gabriel Magalhães.
Além disso, Ancelotti ainda se vê obrigado a escalar Danilo na lateral-direita. Parece que a posição virou sinônimo só de carregador de pandeiro na Copa do Mundo mesmo, já que passou com o jogador a mesma coisa que aconteceu com Daniel Alves há quatro anos no Catar.
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