Opinião: Brasil assusta com sistema defensivo problemático e chance de novo 7 a 1 passa a ser real
Equipe de Carlo Ancelotti apresentou muitas dificuldades no final da vitória contra o Haiti
A vitória da Seleção Brasileira é mais para ligar o alerta do que para animar. A equipe de Carlo Ancelotti pegou o Haiti, apenas na 85ª posição do ranking da Fifa, e foi incapaz de mostrar segurança defensiva. Ao todo, o Brasil só finalizou uma vez a mais que o adversário: 8 a 7.
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Nos seis anos da era Tite, o goleiro Alisson ficou conhecido por não fazer milagres, já que a cobrança era para impedir justamente os gols que causaram as eliminações para Bélgica e Croácia, respectivamente. Fora isso, ele quase nunca era exigido e passou a impressão para a torcida que é um jogador ruim, o que não é verdade e já ficou claro em apenas duas rodadas de Copa do Mundo.
Antes, o sistema defensivo era sólido, era uma equipe que não sofria. Agora, todo adversário é um deus nos acuda. Já tinha sido assim no amistoso de despedida do Brasil contra o Panamá, que conseguiu balançar a rede. Ontem, o Haiti só não conseguiu marcar o seu primeiro gol na história dos Mundiais porque faltou capricho e qualidade.
Em nenhum momento, os laterais, zagueiros e meio-campistas pareciam entender as duas posições em campo. Nos minutos finais da partida, a Seleção tinha oito jogadores de linha praticamente dentro da área e batendo a cabeça.
A fragilidade defensiva é um problema antigo do time sob o comando de Carlo Ancelotti. Antes do duelo pela segunda rodada do torneio nos Estados Unidos, a defesa tinha tomado gol nos seis jogos anteriores.
Quando Danilo acabou driblado facilmente pelo ponta esquerda haitiano e ficou no chão, foi impossível não pensar: ‘Imagina como vai ser quando foi Mbappé ou Yamal?’. Infelizmente, hoje, a Seleção parece muito mais perto de sofrer um novo 7 a 1 do que aplicar uma grande goleada em um rival.
No ataque, a única boa notícia é Vini Jr, que parece finalmente estar assumindo o protagonismo da equipe. As estreias de Endrick e Rayan deram razão para Ancelotti. Os meninos ainda não estão totalmente prontos. Porém, a cria do Palmeiras tem estrela e quase fez o seu primeiro gol em Copas com pouco tempo em campo. Faltou só conter um pouco a ansiedade e não ter ficado poucos centímetros em impedimento.

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