Opinião: Ancelotti enganou todo mundo e faz parte do time ‘Neymardependente’
Treinador italiano descartou corte e afirmou que espera contar com craque na Copa do Mundo
Todo mundo caiu no papinho que a Seleção Brasileira estaria livre da ‘Neymardependência’ na era Carlo Ancelotti. Nas primeiras entrevistas coletivas, o técnico sempre exaltou o talento do craque do Santos, mas apontava para os problemas físicos do camisa 10 e parecia difícil imaginar uma parceria entre eles.
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Por ser da escola italiana, conhecida pelo jogo mais físico e coletivo, a percepção geral foi que Neymar não teria vida fácil com Ancelotti e que o seu status de intocável na Seleção Brasileira estava ameaçado pela primeira vez.
Durante toda a preparação realmente foi assim. Neymar não sabia se estaria na lista final, adotou um calendário de recuperação e fugiu das festas. Em fevereiro, por exemplo, nada de carnaval para o atacante, que parecia querer mostrar que estava focado em estar 100%.
Até que chegou o dia da convocação e veio o fim do mistério: Neymar estava na lista de Carlo Ancelotti. No entanto, o craque foi chamado lesionado. Primeiro, o Santos falou em edema, mas a CBF anunciou uma lesão de grau 2 na panturrilha direita do camisa 10 um dia após a apresentação na Granja Comary.
Neste momento era quase uma unanimidade a percepção que Neymar seria cortado, afinal Ancelotti sempre cobrou que ele estivesse saudável. No entanto, nada disso. O italiano descartou qualquer chance de corte e afirmou que espera contar com o craque para o primeiro ou segundo jogo da Copa.
Será que Ancelotti realmente mudou de ideia sobre Neymar? Para mim, parece que não. Acredito mais que caímos no papinho do treinador. Ele mesmo disse que a Seleção atual não tem um Pelé, Romário ou Ronaldo. O Brasil tem Neymar e só, e ele sabe.
‘Ah, mas tem o Vini Jr?’ Sim, tem o Vini, tem o Raphinha... Porém, nenhum deles está na prateleira de gênios. Você pode não gostar do Neymar, mas não pode discutir o talento dele. É o maior jogador brasileiro dos últimos 15 anos.
Além disso, Neymar é ídolo de todos os jogadores convocados por Ancelotti. O caçula Rayan, por exemplo, confessou que tremeu ao conhecer o camisa 10 na Granja Comary.
Ancelotti, que recebeu Felipão nesta semana, já é mais brasileiro do que italiano e deve estar pensando no que vamos chamar de ‘Família Ancelotti’, assim como foi a ‘Família Scolari’, de 2002.
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