Opinião: ajudado por 'fator Neymar', Vini leva ciclo inteiro, mas brilha no momento certo e conduz Brasil na Copa
Camisa 7 fez gols nos três jogos da Seleção na primeira fase e foi o grande destaque do time verde-amarelo
A não ser a polêmica sobre a convocação de Neymar, o que mais se ouviu sobre a Seleção Brasileira nos últimos quatro anos foi: “Vini Jr. joga bem no clube, mas não faz nada na Seleção”. Pois bem, chegou a hora. Hoje contra a Escócia, o camisa 7 fez mais 3 gols – para 2 valerem –, igualou-se a Mbappé e e Haaland na vice-artilharia da Copa do Mundo, com 4, e conduziu o Brasil à segunda fase do Mundial em primeiro lugar no grupo C.
Vini fez gols em todos os três jogos do Brasil na primeira fase nos Estados Unidos e ainda foi vital nos três gols marcados por Matheus Cunha - só eles balançaram as redes. Não só isso: foi o melhor jogador do time verde-amarelo nas três partidas e o único que não saiu de campo. Mostrou eficiência e um preparo físico invejável.
A maturidade conta. Se em 2022 Vini chegava para sua primeira Copa, em 2026 ele traz na bagagem um prêmio de melhor do mundo, títulos pelo Real Madrid – mesmo com duas temporadas em branco –, o protagonismo na luta antirracista e o reconhecimento que o coloca na prateleira de astros como Lionel Messi, Mbappé e Cristiano Ronaldo, inclusive em propagandas de divulgação do Mundial.
Nem mesmo a vida pessoal o tirou do prumo. A relação ioiô com Virginia Fonseca – será que estão juntos de novo? – não comprometeu em nenhum momento suas atuações no final da temporada europeia e na chegada à Seleção.
Não dá para negar o fator Neymar nessa balança. A polêmica convocação chamou para o camisa 10 quase todos os holofotes da Seleção. Sem a pressão de ter que sustentar todo o peso do único país pentacampeão, restou a Vini a chance de fazer o que ele faz de melhor: marcar, brilhar e bailar.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.