Katia Itzel García fará história como primeira árbitra mexicana em uma Copa do Mundo masculina
Entre os 52 árbitros escolhidos para a Copa, apenas duas são mulheres.
A árbitra mexicana Katia Itzel García está prestes a alcançar um marco histórico no futebol. Aos 33 anos, ela será a primeira mulher do México a apitar uma partida de uma Copa do Mundo masculina, na edição de 2026.
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Selecionada pela Fifa entre os 52 árbitros principais do torneio, Katia é uma das apenas duas mulheres na lista, ao lado da americana Tori Penso. Ambas passaram pelos mesmos testes físicos e avaliações técnicas exigidos para a competição.
Elas seguirão os passos da francesa Stéphanie Frappart, que fez história no Catar 2022 como a primeira mulher a apitar uma partida de Copa do Mundo - jogo entre Alemanha e Costa Rica, pela fase de grupos.
Apaixonada por futebol desde a infância, Katia nasceu na Cidade do México e iniciou sua trajetória como jogadora. Diante das limitações e da falta de apoio ao futebol feminino no país, decidiu migrar para a arbitragem em 2016 para continuar ligada ao esporte.
No início da carreira, enfrentou preconceito e desafios em um ambiente majoritariamente masculino.
“Quando comecei, dos 900 árbitros profissionais em todo o país, apenas 30 eram mulheres, e percebi que não seria tão fácil. Mas quando você persegue aquilo que te apaixona, supera qualquer obstáculo que apareça, com trabalho árduo e dedicação”, disse Katia Itzel García sobre o início da profissão.
O reconhecimento veio com uma série de conquistas. Em 2022, foi escolhida para apitar a final da Copa do Mundo Feminina Sub-17. Também integrou o quadro de arbitragem dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, atuando em partidas dos torneios masculino e feminino.
O desempenho lhe rendeu o Prêmio Nacional do Esporte do México em 2024, na categoria “Arbitragem”. No ano seguinte, ela foi apontada como a sexta melhor árbitra do mundo pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS).
Agora, ao integrar o quadro da Copa do Mundo de 2026, Katia Itzel García amplia sua trajetória pioneira e reforça a presença feminina na arbitragem do futebol internacional.
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