Infantino pode ganhar salário de R$ 5,3 milhões por semana após deixar a Fifa, diz jornal
De acordo como The Sun, cargo, no entanto, estaria ligado à aprovação do projeto da Fifa para investidores privados
Gianni Infantino poderá receber uma remuneração de até 1 milhão de libras (R$ 5,3 milhões) por semana caso assuma o comando da nova empresa comercial que a Fifa pretende criar para administrar direitos relacionados à Copa do Mundo. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Sun em meio à crescente controvérsia sobre o projeto liderado pelo dirigente.
De acordo com a reportagem, o valor poderia chegar a 47 milhões de libras por ano (R$ 318 milhões). O montante seria muito superior à remuneração atual de Infantino como presidente da Fifa, estimada em cerca de R$ 22,5 milhões por ano.
A possibilidade estaria relacionada ao plano de criação da chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), uma estrutura comercial que concentraria atividades como direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e outras receitas ligadas às principais competições da entidade.
Plano prevê participação de investidores privados
A Fifa pretende levantar 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões) com a entrada de investidores privados. O plano prevê a criação de uma nova empresa responsável por ativos comerciais ligados a torneios como a Copa do Mundo. Para aprovar a operação, Infantino precisa conseguir o apoio da maioria das 211 associações filiadas à Fifa. A votação está prevista para 19 de setembro.
Entre os investidores apontados está a Thrive Eternal, ligada ao empresário americano Joshua Kushner. O banco JPMorgan também participa das discussões financeiras relacionadas ao projeto.
A Fifa afirma que a iniciativa pretende ampliar a capacidade de investimento no futebol e gerar novos recursos para as 211 associações-membro. A entidade, entretanto, continuaria responsável pelas decisões esportivas e pela organização das competições.
Infantino deixaria a presidência em 2031
O atual mandato de Infantino vai até 2031. Caso o projeto seja aprovado e a nova estrutura seja implementada, o dirigente poderia, segundo a reportagem, deixar a presidência da Fifa e posteriormente assumir uma função executiva na empresa.
O The Sun cita os cargos de comissário ou CEO como possibilidades para Infantino. No entanto, a eventual contratação e a remuneração ainda não representam uma decisão oficial.
A proposta enfrenta forte resistência dentro do futebol internacional. A Uefa se posicionou contra o projeto, enquanto outras confederações também manifestaram preocupação com a iniciativa. Além disso, Carlos Cordeiro, ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e conselheiro de Infantino, renunciou ao cargo em protesto contra o plano.
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