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Campeonato Potiguar

Na mira da Lava-Jato, OAS põe Arenas das Dunas à venda

Friedemann Vogel / Getty Images
31 mar 2015
20h28
atualizado às 20h30
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Não se passou um ano do fim da Copa do Mundo e um dos 12 estádios que recebeu jogos do Mundial foi colocado à venda. Atravessando momento difícil, o Grupo OAS fez pedido de recuperação judicial de nove de suas empresas como saída para renegociar dívidas com seus credores, já que o grupo está encontrando dificuldade de crédito no mercado. A intenção é voltar as atenções para o carro-chefe da empresa: a construção pesada.

Essa decisão do Grupo OAS interfere diretamente na “vida” de duas arenas que foram sedes da Copa do Mundo – a Arena das Dunas, em Natal, que recebeu quatro jogos do mundial (terá os ativos 100% negociados) e a Fonte Nova, em Salvador (50%).

Em nota, o presidente da OAS Investimentos, Fabio Yonamine, explicou que as dificuldades do Grupo OAS iniciaram com a Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que investiga o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, políticos e grandes empreiteiros.

“O setor de infraestrutura depende de financiamento intenso de capital para o desenvolvimento dos projetos que dão suporte ao crescimento econômico do País. Desde o início das investigações na Petrobras, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras. Com quase 40 anos de vida, a OAS se vê impelida a tomar medidas que lhe permitam continuar a operar num processo saudável de renegociação das dívidas, preservando milhares de empregos diretos e indiretos”, afirmou Yonamine.

Fonte: MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra MEI João Paulo Bezerra Di Medeiros - Especial para o Terra
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