Simpsons retornarão ao Brasil após episódio de 2002
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O Brasil será cenário de mais um episódio do seriado "Os Simpsons". Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, o País receberá Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie em um capítulo que fará parte da 25ª temporada e irá ao ar em março, segundo anunciou a Fox esta semana.
No episódio, cujo nome será You don’t have to live like a referee (Você não precisa viver como um árbitro), Homer é recrutado para ser juiz de futebol no Brasil. No entanto, gangsters sul-americanos tentam corromper o chefe da família amarela e convencê-lo a participar de um esquema de manipulação de resultados.
Esta não será a primeira vez que os Simpsons vêm ao Brasil e nem que Homer tentará ser árbitro de futebol. A família de Springfield já havia visitado o País na 13ª temporada da série, em 2002, em um episódio bastante polêmico e que não economizou estereótipos.
Empresa espanhola vai fabricar os souvenires da Copa 2014:
Na ocasião, a família se locomove pela cidade em uma fila de pessoas dançando conga, os funcionários do hotel jogam futebol no saguão com as bagagens dos hóspedes e, quando Homer é sequestrado, as distâncias entre Rio de Janeiro e Amazonas são encurtadas de uma maneira incrível.
Além disso, Homer também já havia se aventurado como árbitro de futebol em um capítulo da 18ª temporada. Na ocasião, o bonachão pai de família não era nada imparcial ao apitar as partidas das quais Lisa participava - fato que rendeu a ele uma bronca do hoje ex-atacante brasileiro Ronaldo.
A história das Copas do Mundo é feita de belos gols, vitórias improváveis e conquistas memoráveis, mas nem sempre os pés acertam a bola. A violência por vezes tomou conta das partidas e proporcionou momentos negativos desde 1930. De pontapés a cotoveladas, confira a seguir algumas cenas lamentáveis dos Mundiais
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Puskas baleado Hungria e Alemanha Ocidental fizeram uma prévia da final da Copa do Mundo de 1954 durante a primeira fase do torneio. Sensação do mundo, a equipe da Europa Oriental venceu por 8 a 3, mas sofreu um duro golpe, já que Ferenc Puskas, principal jogador do time, sofreu com a marcação alemã e deixou o jogo com uma lesão no tornozelo. O craque só voltaria a jogar na final contra a própria Alemanha Ocidental, mas longe de sua melhor condição física. O resultado foi vitória germânica por 3 a 2 de virada.
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Batalha de Berna Brasil e Hungria se encontraram nas quartas de final da Copa do Mundo de 1954 e o jogo, que viu vitória europeia por 4 a 2, se transformou em pancadaria. Durante a partida no Estádio Wankdorf, em Berna, Nilton Santos e Jozsef Bozsik trocaram golpes e foram expulsos, e Humberto acertou chute em Gyula Lorant. Depois do apito final, a caminhada aos vestiários virou batalha, e Ferenc Puskas, quem nem jogou, chegou a acertar uma garrafada em Pinheiro. A selvageria envolveu até mesmo jornalistas e o técnico da Hungria, Gusztav Sebes.
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Violência no Chile A vitória do Chile sobre a Itália por 2 a 0 pela primeira fase da Copa do Mundo de 1962 ficou marcada por conta da violência entre os jogadores. O árbitro inglês Ken Aston expulsou dois italianos ainda no primeiro tempo para conter a pancadaria na partida que ficou conhecida como Batalha de Santiago. Posteriormente, o juiz contribuiria para a criação dos cartões amarelo e vermelho como forma de melhor expressar as decisões da arbitragem.
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Regicídio O Brasil chegou à Copa do Mundo de 1966 como bicampeão mundial e um dos favoritos ao título, uma vez que contava com Pelé. A equipe verde e amarela, entretanto, não foi além da primeira fase e ainda viu o camisa 10 deixar a competição lesionado. O astro, que já havia enfrentado com problemas físicos na Copa de 1962, sofreu com a marcação de Portugal na derrota por 3 a 1, que cravou a eliminação brasileira. Como ainda não havia substituições, Pelé fez número até os instantes finais.
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Expulsão inspiradora A Inglaterra conquistou a Copa do Mundo de 1966 em casa e, nas quartas de final, enfrentou a Argentina. Ainda no primeiro tempo, com o placar zerado, o meio-campista Antonio Rattin foi expulso por xingar o árbitro, mas continuou a criar problemas. O argentino se negou por um tempo a deixar o gramado, cuspiu no tapete vermelho reservado para a Rainha da Inglaterra e precisou ser retirado pela segurança do Estádio de Wembley. A situação fez com que a Fifa desenvolvesse a criação dos cartões vermelho e amarelo.
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Expulsão em Sheffield Em jogo pelas quartas de final da Copa do Mundo de 1966, o uruguaio Horacio Troche achou que era uma boa ideia acertar um soco em Uwe Seller, da Alemanha Ocidental. O árbitro não concordou e expulsou o zagueiro quando a partida estava favorável por 1 a 0 para os europeus. O resultado de 4 a 0 para os alemães deve ter feito Troche se arrepender do golpe.
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Troco do Rei Pelé conviveu com a dura marcação de seus adversários durante sua vitoriosa carreira, mas também sabia revidar. Uma prova disso aconteceu na semifinal da Copa do Mundo de 1970, contra o Uruguai, o camisa 10 acertou cotovelada no rosto de Dagoberto Fontes, lance que foi ignorado pela arbitragem. O Brasil avançaria à final para derrotar a Itália e conquistar o tricampeonato, enquanto o Uruguai ficou na quarta colocação.
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Pibe expulso O ainda jovem Diego Maradona tinha a responsabilidade de liderar a Argentina contra a histórica Seleção Brasileira de 1982 em jogo pela segunda fase da Copa do Mundo. A equipe albiceleste, entretanto, não era páreo para o Brasil, e Maradona chegou a ser expulso após pancada em Batista.
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Agressão ignorada Alemanha e Espanha faziam a semifinal da Copa do Mundo de 1982 e empatavam por 1 a 1 quando Battiston ganhou a disputa com a marcação e saiu frente a frente com o goleiro Schumacher. O arqueiro abandonou a meta e saltou contra o francês, que foi duramente atingido e caiu atordoado no gramado. Seria pênalti e provável expulsão, mas o árbitro holandês Charles Corver ignorou tudo. A Alemanha venceria a equipe de Michel Platini nos pênaltis e iria para a final contra a Itália.
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Vermelho relâmpago É de se esperar que em uma Copa do Mundo os jogadores mantenham a calma e não façam faltas exageradas. Não foi o que aconteceu com o uruguaio José Batista. Em partida pela primeira fase da Copa do Mundo de 1986 contra a Escócia comandada por Alex Ferguson, o zagueiro fez falta violenta e foi expulso com apenas 50 segundos de partida - o cartão vermelho mais rápido das histórias das Copas. Para o Uruguai, pelo menos foi possível segurar o empate sem gols e avançar às oitavas de final.
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Covardia por gol contra A Colômbia chegou aos Estados Unidos com a esperança de uma boa campanha, já que a geração contava com jogadores como Valderrama, Asprilla, Aristizábal e Rincón - até mesmo Pelé apostou na equipe sul-americana como uma das favoritas. Os colombianos, porém, não foram além da primeira fase. Depois de perder para a sensação Romênia de Hagi, era necessário derrotar os anfitriões dos Estados Unidos, mas gol contra de Andrés Escobar ajudou o time da casa a vencer por 2 a 1. A violência viria dias depois: enquanto estava do lado de fora de uma boate em Medellín, o defensor foi reconhecido por Humberto Muñoz Castro (que teria ligações com o narcotráfico). Castro iniciou discussão e encerrou a briga com seis tiros, gritando "gol" a cada disparo.
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Cotovelada no tetra O Brasil enfrentou os Estados Unidos em Stanford justo em 4 de julho, Dia de Independência americano, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 1994. A Seleção de Carlos Alberto Parreira não fazia boa apresentação e a situação se complicou quando Leonardo acertou cotovelada em Tab Ramos e foi expulso ainda no primeiro tempo. O Brasil, entretanto, avançaria às quartas rumo ao tetra por conta de gol de Bebeto depois de jogada de Romário.
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Arbitragem cega Adversária do Brasil na final da Copa do Mundo de 1994, a Itália superou a Espanha nas quartas de final com uma vitória por 2 a 1. Mas o resultado poderia ser bem diferente. No final da partida, o defensor Mauro Tassotti acertou cotovelada no rosto de Luis Enrique, que sofreu uma fratura no nariz e perdeu muito sangue. O lance foi na área, mas o árbitro húngaro Sandor Puhl não marcou pênalti e nem expulsou o italiano, que posteriormente receberia suspensão de oito jogos.
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Retorno da cotovelada Doze anos depois de Tassotti, outro italiano voltaria a desferir cotoveladas sangrentas. Na primeira fase da Copa do Mundo de 2006, em partida contra os Estados Unidos, Daniele de Rossi acertou o rosto de Brian McBride. Desta vez, entretanto, a arbitragem puniu corretamente o italiano, que foi expulso e só voltou a jogar na final contra a França.
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Portugal copeiro A disputa entre Portugal e Holanda nas oitavas de final da Copa de 2006 viu muito antijogo e pouco futebol. Jogadores das duas equipes trocaram pancadas e sobrou até cotovelada em Figo. Quatro foram expulsos, sendo dois de cada lado (Costinha e Deco para os lusitanos e Boulahrouz e Van Bronckhorst para os holandeses). Ao fim, a equipe de Luís Felipe Scolari avançou às quartas por conta de gol de Maniche.
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Zizou x Matrix Um dos lances mais conhecidos da história das Copas do Mundo. Na final de 2006, Zinedine Zidane se enfureceu com as provocações de Marco Materazzi e acertou uma cabeçada no peito do zagueiro. A decisão entre Itália e França foi aos pênaltis, que não contou com a presença do camisa 10 por conta de sua expulsão. Resultado: italianos tetracampeões.
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Pancadas e omissão Brasil e Costa do Marfim se enfrentaram na primeira fase da Copa do Mundo de 2010 e fizeram um jogo de muita pancadaria. O árbitro francês Stéphane Lannoy permitiu que a equipe africana distribuísse bordoadas e só resolveu ser rigoroso na hora de expulsar Kaká nos minutos finais. Quem levou a pior nisso tudo foi o meio-campista Elano, peça importante no time de Dunga, que saiu lesionado e não voltou a atuar no Mundial.
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Final com pontapé O britânico Howard Webb recebeu a honra de apitar a final da Copa do Mundo de 2010 entre Espanha e Holanda e não teve um bom desempenho. O árbitro deixou a equipe holandesa distribuir pancadas, sendo que o volante Nigel de Jong foi quem mais se destacou na violência. A única expulsão do jogo foi para Heitinga, que recebeu o cartão vermelho só na prorrogação, pouco antes do gol do título, que foi marcado por Iniesta.
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