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Futebol

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Clubes no Brasil podem demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro

6 out 2026 - 17h36
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Resumo
Clubes de futebol como Corinthians e Flamengo avaliam apoiar publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial após o governo federal proibir as apostas esportivas no país. O setor, que movimentava cerca de R$ 1 bilhão e patrocinava 13 equipes da Série A, foi suspenso por medida provisória mantida pelo STF. A aproximação política se deve à postura do candidato do PL, que defende o retorno e a regulamentação das bets no Brasil.

A relação entre futebol e política ganhou um novo capítulo depois da mudança no cenário das apostas esportivas no Brasil. A decisão do governo federal de proibir as bets atingiu diretamente clubes que mantêm contratos de patrocínio com empresas do setor.

Foto: Urna eletrônica ( divulgação/TRE) / Gávea News

Segundo informação do jornalista Rodolfo Schneider, da BandNews TV, alguns clubes brasileiros discutem a possibilidade de declarar publicamente apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

A movimentação estaria ligada justamente à posição do candidato sobre as apostas esportivas. Flávio Bolsonaro defende o retorno das bets, desde que o setor esteja submetido a regras e mecanismos de controle, enquanto o governo Lula adotou uma postura contrária às plataformas.

— Uma negociação que está acontecendo e não é de se descartar, diante da proibição que houve por parte do atual governo, do presidente Lula, às vésperas do primeiro turno, com relação às bets, a proibição total, é a possibilidade de alguns clubes de futebol abertamente declararem apoio a Flávio.

O Corinthians foi citado por Schneider entre os clubes que participam das conversas. O Flamengo também apareceu no relato. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já havia se manifestado publicamente contra os efeitos da medida sobre o futebol.

O setor de apostas se tornou uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro nos últimos anos. Antes da proibição, 13 clubes da Série A tinham casas de apostas como patrocinadoras máster, em contratos que movimentavam aproximadamente R$ 1 bilhão. Dirigentes chegaram a publicar um manifesto conjunto contra a mudança e recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de preservar os acordos.

A Medida Provisória nº 1.394/2026 determinou a proibição das apostas esportivas e dos cassinos on-line. As principais plataformas deixaram de operar no país na segunda-feira (05), depois que o STF não suspendeu a medida.

Gávea News
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