Clubes no Brasil podem demonstrar apoio a Flávio Bolsonaro
Clubes de futebol como Corinthians e Flamengo avaliam apoiar publicamente a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial após o governo federal proibir as apostas esportivas no país. O setor, que movimentava cerca de R$ 1 bilhão e patrocinava 13 equipes da Série A, foi suspenso por medida provisória mantida pelo STF. A aproximação política se deve à postura do candidato do PL, que defende o retorno e a regulamentação das bets no Brasil.
A relação entre futebol e política ganhou um novo capítulo depois da mudança no cenário das apostas esportivas no Brasil. A decisão do governo federal de proibir as bets atingiu diretamente clubes que mantêm contratos de patrocínio com empresas do setor.
Segundo informação do jornalista Rodolfo Schneider, da BandNews TV, alguns clubes brasileiros discutem a possibilidade de declarar publicamente apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
A movimentação estaria ligada justamente à posição do candidato sobre as apostas esportivas. Flávio Bolsonaro defende o retorno das bets, desde que o setor esteja submetido a regras e mecanismos de controle, enquanto o governo Lula adotou uma postura contrária às plataformas.
— Uma negociação que está acontecendo e não é de se descartar, diante da proibição que houve por parte do atual governo, do presidente Lula, às vésperas do primeiro turno, com relação às bets, a proibição total, é a possibilidade de alguns clubes de futebol abertamente declararem apoio a Flávio.
O Corinthians foi citado por Schneider entre os clubes que participam das conversas. O Flamengo também apareceu no relato. O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já havia se manifestado publicamente contra os efeitos da medida sobre o futebol.
O setor de apostas se tornou uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro nos últimos anos. Antes da proibição, 13 clubes da Série A tinham casas de apostas como patrocinadoras máster, em contratos que movimentavam aproximadamente R$ 1 bilhão. Dirigentes chegaram a publicar um manifesto conjunto contra a mudança e recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tentativa de preservar os acordos.
A Medida Provisória nº 1.394/2026 determinou a proibição das apostas esportivas e dos cassinos on-line. As principais plataformas deixaram de operar no país na segunda-feira (05), depois que o STF não suspendeu a medida.
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