Festa das torcidas marca o primeiro Atletiba na nova Arena
Rua de fogo, bateria, bandeiras de mastro, mosaico e muita festa no clássico entre Atlético-PR e Coritiba
Apesar dos dois confrontos entre torcedores antes do clássico, as torcidas de Atlético-PR e Coritiba protagonizaram lindas festas no duelo da oitava rodada do Campeonato Brasileiro neste domingo, na Arena da Baixada. O primeiro Atletiba no reformado estádio terminou empatado por 2 a 2 e teve o recorde de público após a Copa do Mundo.
Antes da bola rolar, a torcida rubro-negra preparou o “Caminho para o inferno” pela primeira vez no estádio. Algo realizado desde 2013, nas fases decisivas da Copa do Brasil na Vila Capanema, a ação contou com fumaças, sinalizadores, bandeiras e gritos de incentivo na chegada do ônibus do clube à Arena.
Depois, já dentro do estádio, espetáculo continuou. Durante a execução do hino nacional, os torcedores levantaram os painéis colocados nas cadeiras antes do jogo e formaram um mosaico, o também primeiro no local reformado, com a seguinte descrição: “Pra cima, Atlético-PR (no nome do clube, um bandeirão em formato de bolacha)”. O desenho cobriu toda a reta da Getúlio Vargas Inferior, desde o setor da Buenos Aires até o Coronel Dulcídio.
A festa ainda teve outros diferenciais. A diretoria atleticana, em acordo com o adversário, liberou a entrada de instrumentos da bateria e bandeiras de mastro. O primeiro item, na torcida adversária, não acontecia há mais de 10 anos. Já o segundo nunca aconteceu na Arena para o rival, endo inédito na arquibancada coxa-branca.
Com isso, as torcidas de Atlético-PR e Coritiba estiveram “iguais em disputa”, proporcionando uma rivalidade sadia nos cânticos e no espetáculo, com os torcedores bandeirando com muita empolgação. Em alguns momentos, a disputa no grito era ensurdecedora no estádio rubro-negro, que recebeu 26.773 pagantes e 30.120 torcedores no total.
No confronto do returno do Campeonato Brasileiro já ficou acordado que o tratamento será o mesmo, com as liberações de faixas, baterias e bandeiras. Isso é consequência da boa relação entre as diretorias dos clubes, que usam o diálogo e bom senso para promover um espetáculo mais bonito, que estava esquecido no Atletiba.
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