Cristóvão culpa cansaço por virada e nega ter recuado time
O técnico Cristóvão Borges apostou em uma escalação ousada para enfrentar o Santos neste domingo, na Vila Belmiro - com apenas Camacho como volante de origem, exatamente como no segundo tempo da vitória sobre o Sport. Foi recompensado com uma boa atuação e um gol de Marlone no primeiro tempo. No segundo, no entanto, o Corinthians se afastou do campo de ataque, passou a contar com Willians no lugar de Giovanni Augusto e acabou castigado com a virada por 2 a 1.
Com a sua habitual expressão serena após a partida, Cristóvão novamente precisou defender as escolhas que fez - na Vila, ao menos não havia torcida para cobrá-lo, uma vez que o clássico foi disputado apenas com a presença do público da casa. O técnico negou que tenha recuado o Corinthians e ainda culpou o desgaste físico pela queda de rendimento.
"A orientação era para o time continuar do mesmo jeito, mas é difícil marcar sob pressão, em cima, durante os 90 minutos. Para marcarmos bem, precisávamos de mais posse de bola. A nossa defesa não conseguia subir, e isso facilitou para o Santos. Perdendo o jogo, era natural que eles fossem para cima", analisou Cristóvão.
O que não pareceu natural foi a postura do Corinthians. Para mudar o panorama do segundo tempo, o treinador apostou em sacar o centroavante Gustavo, que não fazia uma partida brilhante, porém prendia a defesa santista, e promover a entrada do meia Marquinhos Gabriel. Não adiantou. Mais tarde, o também armador Giovanni Augusto pediu para sair e cedeu espaço ao contestado volante Willians, tornando o time ainda mais defensivo.
"Tiramos o jogador de referência (Gustavo) para dar mobilidade à equipe, por causa do desgaste. Com isso, prenderíamos mais a bola. Só que a entrada do Marquinhos fez a gente melhorar da metade para o final do segundo tempo, e precisávamos disso já no começo. Como não seguramos a bola, o Santos conseguiu virar o jogo", explicou Cristóvão.
O técnico ainda lamentou o fato de o Corinthians não ter tirado mais proveito do momento em que estava bem no clássico. O time visitante criou chances para chegar ao intervalo com uma vantagem maior sobre o Santos, mas as desperdiçou. "No futebol, isso sempre é decisivo. Se você fica com uma boa vantagem em um jogo equilibrado, as coisas se tornam menos difíceis. Poderíamos ter feito isso porque tivemos oportunidades", disse Cristóvão Borges.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.