CBF exalta tempo médio de checagem na estreia do semiautomático
Tecnologia foi utilizada cinco vezes na 20ª rodada do Brasileirão, com tempo médio de 47 segundos; sistema entrou em ação em quatro partidas
A tecnologia do impedimento semiautomático (SAOT) estreou no Brasileirão neste fim de semana com cinco utilizações. E a CBF, em publicação nesta segunda-feira (27/7), exaltou o tempo médio de apenas 47 segundos para a checagem dos lances. A primeira intervenção aconteceu no sábado (25/7), aliás, no empate entre Santos e Chapecoense. O gol de Marcinho, da equipe catarinense, ficou em análise por apenas 48 segundos.
Já no domingo (26/7), foram quatro usos do sistema. Em Flamengo x São Paulo, no Maracanã, o gol da equipe paulista teve 33 segundos de análise, enquanto um gol rubro-negro foi anulado após 64 segundos. Em Bahia x Corinthians, o gol de empate do Tricolor foi invalidado em 32 segundos. Já em Remo x Vitória, o segundo gol do time paraense obteve análise de 62 segundos. O tempo contabilizado considera o período a partir da marcação inicial do gol até a conclusão da checagem.
"O primeiro fim de semana de utilização oficial do impedimento semiautomático foi extremamente positivo e confirmou que estamos no caminho certo. A tecnologia entregou aquilo que esperávamos: mais agilidade, precisão e segurança nas decisões, reduzindo significativamente o tempo de análise dos lances e proporcionando maior fluidez às partidas. Seguiremos monitorando e aperfeiçoando os processos, mas este início demonstra que o futebol brasileiro está incorporando uma tecnologia de padrão internacional, sempre com o objetivo de oferecer uma arbitragem cada vez mais eficiente, transparente e confiável", disse Netto Góes, Diretor de Arbitragem da CBF.
Como funciona o semiautomático no Brasileirão, afinal?
O sistema utiliza entre 28 e 32 câmeras instaladas nos estádios do Brasileirão, que capturam imagens em 4K e a 100 quadros por segundo. A tecnologia identifica automaticamente o momento do passe e a posição dos jogadores para determinar se há ou não impedimento. As informações saem em tempo real para a Central de Operações do VAR da CBF, no Rio de Janeiro.
A participação da arbitragem ocorre na validação do resultado apresentado pelo sistema, sem a necessidade de traçar manualmente as linhas. Após a confirmação, então, o árbitro recebe a decisão, com uma imagem tridimensional do lance aparecendo no estádio e nas transmissões.
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