Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Futebol

Publicidade

Botafogo acompanha o Flamengo e também vai ao STF pela derrubada da MP das bets

Clube reitera, além de patrocínio ao esporte, obrigações de quem está em recuperação judicial, como é o caso da SAF botafoguense

1 out 2026 - 21h12
(atualizado às 21h16)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Botafogo acionou o STF para derrubar a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil, seguindo passos de Flamengo e Fluminense. O setor gerou R$ 1 bilhão para a Série A em 2025, representando quase 8% das receitas dos times. Com a MP exigindo a retirada da publicidade até 5 de outubro, clubes como Santos e Vitória já rescindiram ou suspenderam vínculos, enquanto a dupla carioca apenas ocultou marcas de patrocinadores em uniformes e redes sociais à espera do Congresso e da Corte.

O Botafogo é mais um clube que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela derrubada da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil. Antes, o Flamengo já havia ingressado em uma ação que corre na Corte.

O processo que o alvinegro pediu para ingressar como amicus curiae é a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), ainda sem relator definido. É a mesma que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) requisitou entrar também nesta quinta-feira. O Flamengo também tem um pedido.

Até o momento, há três ADIs que envolvem a MP. O ministro Luiz Fux é relator da mais antiga, a ADI 7721. Foi neste processo que a entrada do Flamengo já foi deferida.

Essa ação foi aberta ainda em 2024, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), contra a regulamentação das bets, promulgada em 2023. A discussão incluiu a MP depois de sua publicação. O Fluminense é outro clube que já era parte interessada no processo.

Há ainda a ADI 8024, movida pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja), também pela derrubada da MP e sem relatoria definida. Até o momento, não há clubes interessados neste processo.

Mais equipes brasileiras devem acompanhar os clubes cariocas e ingressar nas ações. Em 2025, os patrocínios de bets representaram R$ 1 bilhão em receita aos clubes da Série A, 7,9% das receitas totais dos 20 times. As empresas ainda injetavam verba publicitária em naming rights de campeonatos, placas de publicidade e inserções de TV.

A MP definiu o prazo de 5 de outubro para a retirada dos sinais de patrocínio e publicidade de bets. Movimentações dos dois lados já seguiram. O Santos e a Novibet suspenderam o contrato. Já a 7k notificou o Vitória pela rescisão.

O Botafogo já retirou a Vbet dos uniformes de treinos e exibições da marca nas redes sociais. Foi também o que o Flamengo fez em relação à Betano. Não há confirmação de suspensão de contratos. O Congresso Nacional tem 120 dias para analisar a MP do governo federal.

Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra