Bélgica acusa Fifa de falta de transparência no caso Balogun
Os belgas alegaram falta de transparência da Fifa
A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) disparou duras críticas contra a Fifa nesta segunda-feira (6), após a entidade máxima do futebol ter anulado a suspensão do atacante norte-americano Folarin Balogun. Os belgas explicaram o recurso que enviaram ao Comitê de Apelações.
"Após tomar conhecimento, por meio da imprensa, da decisão da FIFA de revogar a suspensão automática do jogador Balogun, a RBFA enviou uma carta à FIFA solicitando uma cópia da decisão e explicações sobre o processo adotado, além de expor sua posição quanto aos regulamentos aplicáveis", afirmou por meio de um comunicado.
Além disso, a RBFA acusou a Fifa de não ter fornecido nenhuma informação adicional sobre a decisão, enquanto os belgas buscavam esclarecimentos sobre a ação. O órgão que comanda o futebol mundial entendeu que a medida seria um caracterizou a ação como sendo um recurso.
"Para que um recurso seja admissível, os próprios regulamentos da FIFA estabelecem que a decisão fundamentada deve ter sido previamente comunicada à parte recorrente. "Enquanto a RBFA buscava apenas esclarecimentos legítimos, a própria FIFA caracterizou a situação como um recurso e, imediatamente, garantiu que ele fosse declarado inadmissível", afirmou a RBFA.
A Real Associação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu nenhuma explicação oficial da Fifa sobre o assunto e que, por conta disso, vai contestar a inelegibilidade do jogador. No entanto, está preocupada com o desenrolar dos acontecimentos e vai continuar a lutar.
"Independentemente do resultado esportivo do jogo, a RBFA está profundamente preocupada com o desenrolar dos acontecimentos e continuará a lutar, nas próximas horas, dias e meses, em defesa dos princípios fundamentais de ética, da competição leal e dos interesses do futebol como um todo", ressaltou a federação.
Confira o comunicado abaixo:
"Dando sequência ao seu comunicado anterior, a RBFA deseja esclarecer publicamente os acontecimentos das últimas horas."
Após tomar conhecimento, por meio da imprensa, da decisão da FIFA de revogar a suspensão automática do jogador Balogun, a RBFA enviou uma carta à FIFA solicitando uma cópia da decisão e explicações sobre o processo adotado, além de expor sua posição quanto aos regulamentos aplicáveis.
Como única resposta, a FIFA enviou um ofício à RBFA, afirmando que considerava tal correspondência como um recurso, que um juiz havia sido designado e que a RBFA dispunha de apenas algumas horas para formalizar esse recurso. Nenhuma informação adicional foi fornecida pela FIFA.
Para que um recurso seja admissível, os próprios regulamentos da FIFA estabelecem que a decisão fundamentada deve ter sido previamente comunicada à parte recorrente. Enquanto a RBFA buscava apenas esclarecimentos legítimos, a própria FIFA caracterizou a situação como um recurso e, imediatamente, garantiu que ele fosse declarado inadmissível.
Tudo isso ocorreu ao mesmo tempo em que a FIFA se recusava a responder às solicitações legítimas da RBFA.
Além disso, durante a reunião de coordenação da partida, a FIFA removeu deliberadamente de sua apresentação a seção referente à suspensão automática de jogadores. Esse tópico havia integrado todas as reuniões anteriores a cada uma das quatro partidas precedentes. A RBFA questionou a FIFA, tanto verbalmente quanto por escrito, sobre os motivos dessa alteração, mas, mais uma vez, não obteve resposta.
Vale ressaltar que, até o momento, a RBFA não recebeu qualquer decisão ou explicação da FIFA sobre o assunto. Portanto, não lhe resta alternativa senão contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida.
Independentemente do resultado esportivo do jogo, a RBFA está profundamente preocupada com o desenrolar dos acontecimentos e continuará a lutar, nas próximas horas, dias e meses, em defesa dos princípios fundamentais de ética, da competição leal e dos interesses do futebol como um todo."
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