Barrado nos EUA, árbitro receberá pagamento integral da Copa do Mundo; entenda
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan vai receber o cachê integral da Fifa pela participação na Copa do Mundo de 2026, mesmo sem apitar nenhuma partida do torneio. A informação foi divulgada pela BBC. Artan, de 34 anos, havia sido selecionado para trabalhar no Mundial e faria história como o primeiro árbitro da Somália a […]
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan vai receber o cachê integral da Fifa pela participação na Copa do Mundo de 2026, mesmo sem apitar nenhuma partida do torneio. A informação foi divulgada pela BBC.
Artan, de 34 anos, havia sido selecionado para trabalhar no Mundial e faria história como o primeiro árbitro da Somália a participar de uma Copa do Mundo. No entanto, ele teve a entrada barrada nos Estados Unidos antes do início da competição.
Segundo as autoridades norteamericanas, o juiz foi considerado "inadmissível" após uma verificação de antecedentes. Dias depois, um representante do governo do presidente Donald Trump afirmou que o somali estaria sendo investigado por supostas ligações com terrorismo, mas nenhum detalhe ou prova foi apresentado publicamente.
Apesar da ausência forçada, a Fifa decidiu manter o pagamento previsto ao árbitro. O valor do cachê não foi divulgado, já que os profissionais da arbitragem recebem os honorários somente após o fim do torneio. A medida foi interpretada como uma forma de reconhecer que o afastamento não teve relação com o desempenho de Artan.
A convocação para a Copa representava o auge da carreira do árbitro. Integrante do quadro internacional da Fifa desde 2018, ele foi eleito o melhor árbitro da África em 2025 e ganhou projeção ao comandar a final da Liga dos Campeões Africana nesta temporada.
De volta à Somália após o episódio, Artan foi recebido com homenagens no aeroporto. E, apesar da frustração de não ter participado do Mundial, ele já tem outro compromisso importante pela frente: foi escalado para apitar a Supercopa da Europa, marcada para 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
A decisão da Fifa encerra, ao menos em parte, um dos casos mais inusitados desta Copa do Mundo: o do árbitro que não conseguiu entrar no país-sede, mas que ainda assim teve seu trabalho reconhecido pela entidade máxima do futebol.
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