Futebol italiano homenageia trajetória de Sandro Mazzola
Ídolo da Inter de Milão faleceu na última sexta (18) aos 83 anos
O futebol italiano lamenta a morte de Sandro Mazzola, aos 83 anos, lendário atacante da seleção nacional e da Inter de Milão, onde atuou por 17 temporadas. Ídolo máximo da era da "Grande Inter" e cofundador do sindicato dos atletas, Mazzola recebeu tributos de clubes rivais como Milan e Torino, além de dirigentes e ex-jogadores como Javier Zanetti. Em sua homenagem, a federação determinou um minuto de silêncio em todas as partidas do fim de semana no país.
O futebol italiano se despede neste sábado (19) de Sandro Mazzola, uma das maiores lendas da história da Inter de Milão e da seleção italiana, que morreu aos 83 anos.
Símbolo nerazzurro por 17 temporadas, Mazzola recebeu homenagens de clubes, dirigentes, ex-companheiros e personalidades que destacaram sua importância dentro e fora dos gramados.
Além disso, um minuto de silêncio será observado em sua memória em todas as partidas das competições programadas para este fim de semana.
A Inter de Milão foi uma das primeiras a prestar homenagem ao ídolo. "Há aqueles que fazem história. E há aqueles que se tornam a própria história da Inter", publicou o clube.
A equipe lembrou a trajetória de Mazzola desde os primeiros anos como jogador até sua transformação em símbolo eterno da instituição: "De jovem jogador nerazzurri a símbolo eterno, Sandro Mazzola atravessou gerações, conquistando vitórias, inspirando emoções e transmitindo seu amor por estas cores".
A Inter também recordou uma frase que representava o desejo de Mazzola sobre seu legado: "Ser lembrado como um bom homem, alguém que sempre dá o seu melhor, mesmo quando parece impossível".
O presidente e CEO da Inter, Beppe Marotta, também lamentou a perda. "Hoje, mais um pedaço da lenda nerazzurri se vai. Sandro era Inter. Ele chegou aqui ainda menino e escolheu ficar para sempre: uma camisa, dezessete temporadas, uma vida inteira", afirmou.
Para Marotta, Mazzola escreveu páginas inesquecíveis ao lado da Grande Inter de Helenio Herrera. "Nosso dever é preservar sua memória, porque um clube só é tão grande quanto sua memória. E a de Sandro permanecerá conosco para sempre." Javier Zanetti, que teve sua chegada à Inter facilitada por Mazzola, publicou uma mensagem emocionada nas redes sociais.
"Você foi e sempre será uma lenda. Um cavalheiro, um exemplo a ser seguido, um campeão dentro e fora de campo", escreveu o ex-capitão.
Zanetti lembrou que Mazzola foi uma das pessoas responsáveis por levá-lo a Milão quando ainda sonhava, na Argentina, em vestir a camisa nerazzurra.
"Te devo muito, Sandro. Você foi uma das figuras mais importantes para mim, quando eu era criança na Argentina e sonhava em jogar na Inter. Você foi uma das pessoas que me trouxeram para Milão, um presente pelo qual serei eternamente grato. Descanse em paz, Sandro."
O Milan também se manifestou, classificando Mazzola como um "rival histórico e leal", além de "uma lenda da Inter e da seleção, um protagonista na história do futebol italiano".
"Um grande campeão, um símbolo, um homem que representou uma era inesquecível do nosso futebol", afirmou o rival, enviando solidariedade à família Mazzola e à comunidade nerazzurra.
O Torino, clube que também fez parte da trajetória de Mazzola como treinador entre 2000 e 2003, destacou sobretudo sua ligação com o pai, Valentino Mazzola, lendário capitão do Grande Torino.
O clube recordou o centenário de nascimento de Valentino, celebrado em 2019, quando Sandro voltou ao estádio e relembrou momentos da infância ao lado do pai. "Quando eu era pequeno, me agarrava a ele quando entrava aqui na Filadélfia. Depois, enquanto ele se trocava, eu ficava do lado de fora do vestiário jogando futebol. E então entrava em campo de mãos dadas com meu pai", contou na ocasião.
A Federação Italiana de Futebol também lamentou a perda. Para Giovanni Malagò, presidente da Figc, Mazzola foi "um símbolo, um capitão, um campeão capaz de transcender uma era e se tornar uma memória coletiva". "Uma lenda se foi, uma das figuras que ajudaram a tornar o nosso futebol grandioso em todo o mundo", declarou.
Ezio Simonelli, presidente da Lega Serie A, afirmou que Mazzola "representa uma das figuras mais importantes e autênticas da história do futebol italiano". Para ele, o ex-jogador foi protagonista de uma era extraordinária e deixou "uma marca indelével" vestindo as camisas da Inter e da seleção italiana.
A Associação Italiana de Futebolistas (AIC) também destacou a importância de Mazzola fora dos campos. Segundo a entidade, ele esteve entre os jogadores que assinaram, em 3 de julho de 1968, a ata de fundação da associação, liderada por Sergio Campana.
"À grandeza de um campeão, Mazzola aliava uma profunda consciência do papel social e profissional do jogador de futebol", afirmou a AIC.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.