Serna marca pelo terceiro jogo seguido e volta a decidir pelo Flu
Colombiano vive retomada após perder espaço no elenco e chega a nove gols em 2026, com três deles nos últimos três jogos
Kevin Serna recuperou o protagonismo no Fluminense ao marcar pelo terceiro jogo seguido, garantindo a virada por 2 a 1 sobre o Remo no Brasileirão. Vindo do banco, o atacante colombiano superou um jejum de três meses e foi decisivo também contra Palmeiras e Independiente Rivadavia, pela Libertadores. Contratado em 2024, quando ajudou a evitar o rebaixamento, Serna soma 25 gols em 128 jogos pelo Tricolor, reafirmando seu histórico de decidir partidas cruciais nos momentos mais difíceis do clube.
Kevin Serna voltou a assumir um papel decisivo no Fluminense. O colombiano marcou neste sábado (22) o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Remo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, e balançou as redes pelo terceiro jogo consecutivo. A sequência representa uma mudança importante para um atacante que, há poucas semanas, atravessava seu momento mais difícil desde que chegou ao clube.
A série começou diante do Palmeiras, no sábado (15). Serna saiu do banco e marcou o segundo gol tricolor na vitória por 3 a 2, também no Maracanã. Três dias depois, voltou a ser decisivo contra o Independiente Rivadavia, na Argentina, ao abrir o placar no empate por 1 a 1 que terminou com a classificação do Fluminense nos pênaltis às quartas de final da Libertadores. Agora, contra o Remo, novamente como reserva, apareceu aos 37 minutos do segundo tempo para completar de cabeça o cruzamento de Riquelme Felipe e decretar a virada.
Com isso, Serna chega a nove gols em 40 partidas na temporada. Antes da atual sequência, o colombiano havia passado mais de três meses sem marcar. Seu último gol tinha sido no empate por 2 a 2 com o Vitória, em maio.
De aposta a herói contra o rebaixamento
Serna chegou ao Fluminense em julho de 2024. O clube adquiriu 70% dos direitos econômicos do atacante junto ao Alianza Lima, do Peru, por US$ 1,8 milhão, aproximadamente R$ 9,7 milhões na cotação da época. O primeiro contrato era válido até dezembro de 2027.
A contratação ocorreu em um cenário delicado. O Fluminense estava na lanterna do Campeonato Brasileiro e lutava contra o rebaixamento. Ainda assim, Serna mostrou rapidamente que poderia ser útil. Logo em sua estreia, participou da vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras ao dar a assistência para o gol de Jhon Arias.
O grande momento, contudo, chegou na reta final. Serna marcou os gols das vitórias por 1 a 0 sobre Cuiabá e Palmeiras nas duas últimas rodadas. O segundo, no Allianz Parque, garantiu matematicamente a permanência do Fluminense na Série A e ainda confirmou a classificação para a Sul-Americana.
O período também teve dificuldades. Uma lesão tirou o atacante de sequência importante, Keno recuperou espaço entre os titulares e Serna precisou novamente conquistar oportunidades na reta final. A resposta veio justamente nos jogos que definiram o destino do clube no campeonato.
Protagonismo, críticas e valorização
Em 2025, Serna ganhou outro status. Mesmo alternando entre titularidade e banco, terminou a temporada como líder do Fluminense em participações diretas em gols. Foram 13 gols e nove assistências. O desempenho também o levou à seleção colombiana e despertou interesse de outros clubes sul-americanos.
Nem todo o ano, porém, foi de estabilidade. Durante a Copa do Mundo de Clubes, por exemplo, perdeu espaço. Depois de atuar nas duas primeiras partidas, contra Borussia Dortmund e Ulsan, ficou no banco diante de Mamelodi Sundowns, Inter de Milão, Al-Hilal e Chelsea. Naquele período, demonstrou incômodo com os poucos minutos, enquanto clubes como Atlético Nacional e o próprio Alianza Lima manifestaram interesse. O Fluminense, entretanto, não quis negociar.
Além disso, apesar dos números, Serna também conviveu com críticas pela tomada de decisões. Ao fim de 2025, a avaliação sobre o colombiano combinava produtividade, intensidade e entrega com a sensação de que poderia produzir ainda mais caso fosse mais eficiente em determinados lances.
Renovação, queda e retomada em 2026
Serna começou 2026 em grande fase. Marcou três gols nas duas primeiras partidas do ano e, posteriormente, chegou a cinco ainda durante o Campeonato Carioca. O Boca Juniors apresentou uma proposta pelo atacante, mas o Fluminense recusou. Pouco depois, em janeiro, o clube valorizou o jogador e ampliou seu contrato até dezembro de 2028.
Depois daquele início, entretanto, o rendimento caiu. Serna perdeu a condição de titular, foi ultrapassado primeiro por Savarino e depois por Soteldo na disputa pelo lado esquerdo e chegou ao fim de maio com apenas um gol desde o encerramento do Carioca. A queda também coincidiu com sua ausência de uma pré-lista posterior da seleção colombiana.
Foi justamente nesse cenário que começou a atual recuperação. Contra o Palmeiras, voltou a marcar depois do longo jejum. Na Argentina, diante do Independiente Rivadavia, aproveitou lançamento de Hércules e fez o gol que colocou o Fluminense em vantagem mesmo com um jogador a menos. Após desperdiçar posteriormente a oportunidade de definir a classificação no tempo normal, resumiu a montanha-russa vivida naquela noite.
"É o futebol. Às vezes te dá, às vezes te tira (risos). O importante é que conseguimos a classificação. No Fluminense é assim, sempre sofrido. Às vezes a vitória fica melhor assim. Queríamos classificar sem sofrimento, mas é impossível. A Libertadores é especial", afirmou Serna.
Números pelo clube
Diante do Remo, o atacante completou a sequência. Entrou no intervalo e, quando o jogo estava empatado em 1 a 1, apareceu entre os defensores para marcar de cabeça o gol da virada. Assim, em apenas oito dias, Serna passou de jogador contestado e reserva a autor de gols em três partidas consecutivas, duas pelo Brasileiro e uma pela Libertadores.
Desde a chegada ao Fluminense, são agora 128 partidas e 25 gols. Mais do que os números, porém, a trajetória mostra uma característica recorrente do colombiano: seus melhores momentos costumam aparecer justamente quando o clube mais precisa. Foi assim na luta contra o rebaixamento de 2024 e voltou a acontecer, dois anos depois, em uma sequência que inclui vitória sobre o líder do Brasileiro, classificação na Libertadores e nova virada no Maracanã.
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