Fluminense: presidente explica fala sobre desemprego no STF
Presidente tricolor afirma que declaração sobre o impacto da MP das Bets se referia aos funcionários de clubes menores
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, esclareceu no STF sua fala sobre o desemprego decorrente da MP que restringe patrocínios de apostas. Ao lado de 14 clubes da Série B, ele afirmou que o alerta visa proteger funcionários humildes de agremiações menores. Embora reconheça os impactos do setor na saúde pública e no endividamento familiar, Montenegro criticou o prazo abrupto de dez dias para a medida, defendendo uma transição maior para que os clubes readequem suas receitas.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (4) para esclarecer a declaração sobre o chamado "drama do desemprego", feita durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (3).
A audiência debateu os impactos da MP 1.394/2026 sobre a publicidade e os patrocínios de apostas esportivas. Após a repercussão da declaração, Mattheus Montenegro afirmou que sua preocupação era com os efeitos econômicos e sociais das mudanças nos clubes menores.
Na nota, Mattheus Montenegro destacou que o Fluminense levou outros 14 representantes de clubes da Série B à audiência. Segundo o presidente, o objetivo foi defender os trabalhadores e os interesses do futebol brasileiro.
Presidente diz que preocupação envolve funcionários
Na nota, Mattheus Montenegro destacou que o Fluminense levou outros 14 representantes de clubes da Série B à audiência. Segundo o presidente, o objetivo foi defender os trabalhadores e os interesses do futebol brasileiro.
"Referia-me aos funcionários mais humildes, de clubes mais modestos em termos de arrecadação, numa defesa que envolve todo o organismo do esporte, a formação de atletas e o lado social que exercemos", explicou Mattheus Montenegro.
O mandatário também fez questão de reconhecer os problemas associados ao mercado de apostas. Na nota, mencionou o endividamento das famílias e os efeitos negativos provocados pelo setor, classificando a situação como uma grave questão de saúde pública.
Fluminense questiona prazo de implementação da MP
Mattheus Montenegro concentrou suas críticas no prazo de implementação das novas regras. Para o presidente, clubes e profissionais precisam de um período de adaptação para reorganizar contratos e fontes de receita.
Na avaliação do mandatário do Fluminense, interromper atividades reguladas sem estabelecer uma transição adequada pode provocar impactos econômicos que atingem diferentes setores do futebol brasileiro.
Mattheus Montenegro comparou a medida brasileira com experiências internacionais e afirmou que outros países adotaram transições de pelo menos dez meses. No Brasil, segundo ele, o prazo foi de aproximadamente dez dias.
A MP 1.394/2026 segue no Congresso Nacional e precisa ser votada até 23 de novembro. A manifestação de Mattheus Montenegro amplia o debate sobre os impactos das restrições às apostas no futebol brasileiro.
Veja a nota na íntegra:
Torcida Tricolor, gostaria de esclarecer alguns pontos relacionados à minha explanação de ontem, começando pelo fato de que o Fluminense não foi ao STF sozinho: levou consigo outros 14 clubes da Série B na mesma manifestação.
Ao citar especificamente o desemprego, e os clubes menores do Rio, referia-me aos funcionários mais humildes, de clubes mais modestos em termos de arrecadação, numa defesa que envolve todo o organismo do esporte, a formação de atletas e o lado social que exercemos.
A minha crítica sobre o tema foi à forma como a Medida Provisória foi feita: encerrar uma atividade regulada, sem período de transição, gera consequências graves econômicas e sociais que poderiam ser evitadas.
As experiências internacionais de restrição à publicidade do setor tiveram transições de pelo menos dez meses. No Brasil, foram cerca de dez dias.
Reconheci que os problemas relacionados às apostas, além do drama das famílias endividadas, constituem uma grave questão de saúde pública, com impactos sobre indivíduos e famílias. Minha preocupação foi acrescentar ao debate outra dimensão social: os possíveis impactos sobre os trabalhadores e suas famílias diante de uma interrupção abrupta dessas receitas.
Com um período de transição justo, com prazo de adaptação, seria possível evitar ou reduzir muito esses impactos. E foi isso o que defendi ontem.
ST Mattheus Montenegro, presidente do Fluminense Football Club
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