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Entregadora denuncia John Kennedy por ameaça após discussão durante entrega em hospital no Rio

Após uma discussão durante uma entrega em hospital no Rio, a profissional afirma ter recebido ofensas e ameaças; estafe do jogador nega qualquer ameaça.

11 set 2026 - 11h18
(atualizado às 11h18)
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Resumo
Uma entregadora de aplicativo registrou boletim de ocorrência contra o atacante John Kennedy, do Fluminense, acusando-o de ofensas e ameaças via chat após um desentendimento em uma entrega em um hospital no Rio de Janeiro. Ela relatou ainda ter sido ofendida por um amigo do atleta, que teria ido ameaçar o comércio de sua família dias depois. O iFood ofereceu suporte à profissional, enquanto o estafe do jogador admitiu a discussão pelo aplicativo, mas negou categoricamente qualquer ameaça.
John Kennedy, jogador do Fluminense
John Kennedy, jogador do Fluminense
Foto: Wagner Meier/Getty Images / Esporte News Mundo

Uma profissional que trabalha com entregas por aplicativo procurou a polícia e registrou uma ocorrência contra o atacante John Kennedy, do Fluminense, após uma discussão relacionada a um pedido feito pelo jogador. Segundo o relato apresentado às autoridades, a entregadora teria recebido mensagens ofensivas e de teor ameaçador durante uma tentativa de realizar uma entrega em um hospital particular localizado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O episódio aconteceu na última segunda-feira, quando John Kennedy estava internado na unidade médica para se recuperar de uma cirurgia realizada no joelho direito. O jogador teria feito um pedido de sorvete por meio do aplicativo iFood enquanto permanecia no hospital.

DISCUSSÃO COMEÇOU DURANTE A TENTATIVA DE ENTREGA

De acordo com Samantha Guzman, responsável pela entrega, ela chegou ao endereço indicado e solicitou que o cliente descesse para receber o pedido. Como não obteve retorno, a profissional utilizou o sistema de mensagens disponibilizado pelo próprio aplicativo para tentar estabelecer contato com o consumidor.

Ainda segundo o depoimento da entregadora, aproximadamente 15 minutos depois do início da espera, ela teria recebido mensagens atribuídas a John Kennedy. Samantha afirma que o jogador passou a utilizar palavras ofensivas e teria feito uma ameaça durante a conversa.

Entre as mensagens apresentadas por ela estão as frases "Vou resolver com você de outra forma", "Sai daí, sua doente do c******" e "Sua morta de fome". A última expressão não aparece nas capturas de tela divulgadas pela entregadora em suas redes sociais, mas foi incluída no boletim de ocorrência registrado posteriormente e ao qual o ge teve acesso.

Como não conseguiu concluir a entrega diretamente com o cliente, Samantha afirma que encontrou um amigo do atleta na entrada do hospital e deixou o pedido com ele. Segundo a versão apresentada pela profissional, o homem também teria utilizado ofensas contra ela, chamando-a de "sem teto" e "morta de fome".

A situação acabou provocando uma discussão no local, e a Polícia Militar foi chamada. Os agentes intervieram para controlar o conflito entre a entregadora e o homem que, segundo o relato, teria recebido o pedido em nome do jogador.

NOVO EPISÓDIO TERIA ACONTECIDO DOIS DIAS DEPOIS

O caso relatado pela entregadora não teria terminado no hospital. Em depoimento à Polícia Militar, Samantha afirmou que um novo episódio aconteceu dois dias depois, em 9 de setembro.

Segundo a denunciante, o mesmo homem que estaria na porta do hospital no dia da entrega apareceu na loja pertencente ao pai dela, também situada em Copacabana. A mulher relata que ele teria se aproximado de um funcionário, apontado o dedo em seu rosto e feito uma nova declaração considerada ameaçadora.

Ainda de acordo com o relato apresentado às autoridades, o homem teria dito: "diz para o casal que eu não ando sozinho e quem eu ver na rua andando de bicicleta eu vou jogar para o alto".

Samantha destacou, porém, que John Kennedy não estava presente nesse segundo episódio. Conforme a própria ocorrência, o contato direto entre o jogador e a entregadora teria acontecido apenas por meio do chat disponibilizado pelo aplicativo de entregas.

OCORRÊNCIA FOI REGISTRADA NA POLÍCIA CIVIL

O boletim de ocorrência foi formalizado na tarde desta quinta-feira (10), na 12ª Delegacia de Polícia Civil, em Copacabana, no Rio de Janeiro. O documento reúne a versão apresentada pela entregadora sobre os dois episódios e as circunstâncias que envolveram a tentativa de entrega.

Procurado pelo ge, o estafe de John Kennedy confirmou que houve um desentendimento relacionado a uma entrega realizada por aplicativo, mas negou de forma contundente que o atacante tenha feito ameaças.

Em nota, a equipe que representa o jogador afirmou que ele segue concentrado no processo de recuperação da cirurgia no joelho e que não manteve contato com a entregadora fora da plataforma. O estafe também afirmou que medidas poderão ser adotadas caso o nome do atleta seja utilizado, segundo a defesa, para difamação.

ESTAFE DE JOHN KENNEDY NEGA AMEAÇAS

"O atleta John Kennedy admite que houve uma discussão com um colaborador do aplicativo IFood por problemas na entrega, porém nega veementemente ter feito qualquer tipo de ameaça a terceiros no episódio relatado.

Desde o ocorrido, John Kennedy vem trabalhando normalmente em sua recuperação da cirurgia realizada e não trocou mensagens com ninguém sobre o assunto, tendo sido um problema momentâneo em que ele nunca sequer teve contato presencial com a pessoa envolvida.

Qualquer questão relacionada a esse tema será debatida nos meios adequados como corresponde, e serão tomadas as medidas cabíveis contra qualquer pessoa que usar o seu nome para difamá-lo sobre o episódio".

IFOOD AFIRMA QUE OFERECE SUPORTE À ENTREGADORA

O iFood também se manifestou sobre o caso. Em posicionamento oficial, a plataforma afirmou que não aceita episódios envolvendo violência física ou verbal dentro de seu ecossistema, independentemente de a situação envolver entregadores, clientes ou estabelecimentos parceiros.

A empresa informou ainda que entrou em contato com Samantha para oferecer assistência por meio de sua Central de Apoio. Segundo o aplicativo, situações dessa natureza passam por análise interna e podem gerar consequências para os envolvidos, de acordo com as regras estabelecidas pela plataforma.

Confira o posicionamento oficial do aplicativo:

"O iFood lamenta o ocorrido e reforça que não tolera qualquer forma de violência, seja física ou verbal, envolvendo entregadores, clientes ou estabelecimentos parceiros cadastrados na plataforma. A empresa fez contato com a entregadora para disponibilizar suporte e acolhimento por meio da Central de Apoio.

O iFood mantém, há anos, um compromisso ativo no combate à discriminação e à violência e conta com uma política rigorosa para garantir a todos os integrantes do seu ecossistema um ambiente ético, seguro e livre de violações de direitos. Qualquer conduta de violência, preconceito ou discriminação é considerada inaceitável, passa por um processo de apuração e pode resultar em sanções que vão de advertências a suspensões e até mesmo a desativação definitiva da conta."

Esporte News Mundo
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