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Libra dá passo em direção ao Flamengo e esboça formação de liga única

Desde a divergência no tocante à divisão de direitos de transmissão que os clubes que integram a Liga Futebol Brasileiro não se reuniam

18 mar 2026 - 23h36
(atualizado às 23h36)
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Bap, presidente do Flamengo, não vê estatuto da Libra com bons olhos –
Bap, presidente do Flamengo, não vê estatuto da Libra com bons olhos –
Foto: Adriano Fontes / Flamengo / Jogada10

Na tarde desta quarta-feira (18), os 15 clubes da Libra se reuniram na sede do Flamengo, na Gávea, em uma assembleia com o intuito de tentativa de reconstrução de pontes após meses de atrito. Foi o primeiro encontro desde que o clube carioca acionou a Justiça contra o modelo de divisão das receitas de transmissão, episódio que havia ampliado sua distância em relação aos demais integrantes do bloco.

A reunião, aliás, foi interpretada como um gesto de reaproximação e também como ensaio para a formação de uma liga única, com abertura de diálogo junto à FFU e à CBF. Foram escolhidos novos representantes: Luiz Eduardo Baptista (Flamengo) e Raul Aguirre (Bahia), com Harry Massis (São Paulo) e Odorico Roman (Grêmio) como suplentes. A assembleia, embora tenha sido suspensa para ser retomada em outra data, já colocou na mesa uma nova proposta para tentar resolver o impasse sobre a divisão financeira.

O pano de fundo

A criação da Libra teve como objetivo negociar coletivamente os direitos de TV de parte dos clubes do Brasileirão. Entre seus membros estão Palmeiras, Bragantino, São Paulo, Santos, Atlético-MG, Bahia, Grêmio, Vitória, Remo, Paysandu, Volta Redonda, ABC, Guarani, Sampaio Corrêa, Brusque e o próprio Flamengo.

O atrito começou quando o Flamengo conseguiu na Justiça uma liminar que bloqueava R$ 77 milhões da verba de transmissão. Posteriormente, o valor retido caiu para R$ 1,6 milhão, referente à parcela com destinação ao clube. O Rubro-Negro sustenta que o critério de audiência, responsável por 30% da divisão, é incalculável sem detalhamento com aprovação por unanimidade.

Como funciona a divisão

  • Igualitário (40%): repartido igualmente entre os clubes da Série A que integram a Libra.
  • Performance (30%): o cálculo se deu conforme a posição final no Brasileirão.
  • Audiência (30%): teve como base a audiência dos jogos, mas com critérios sob contestação do Flamengo.

O clube da Gávea afirma que o estatuto da Libra é omisso e que a aprovação da fórmula em 2024 não especifica a divisão por plataforma (TV aberta, fechada e PPV). Desde então, seis cenários diferentes surgiram para regulamentar o critério, sem consenso.

Bap, presidente do Flamengo, não vê estatuto da Libra com bons olhos –
Bap, presidente do Flamengo, não vê estatuto da Libra com bons olhos –
Foto: Adriano Fontes / Flamengo / Jogada10

Escalada da crise

Em 2025, os pagamentos começaram a ocorrer com base no modelo que a Libra defende, mesmo com voto contrário do Flamengo. O clube pediu acesso às gravações da assembleia e reforçou sua posição de que há falhas no estatuto. A troca de notas oficiais no fim de 2025acirrou ainda mais os ânimos: a Libra acusou o clube rubro-negro de "disseminar desinformação", enquanto o Bap & Cia. alegaram que apenas buscava diálogo.

Situação atual

A assembleia desta quarta-feira se trata de um passo para destravar o impasse. A pauta central segue sendo a revisão dos critérios de audiência e a tentativa de conciliar interesses. Isso, aliás, em meio à expectativa de que a Libra avance rumo à consolidação da liga única do futebol brasileiro.

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Jogada10
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