José Boto minimiza arbitragem paraguaia em jogo do Flamengo
Rubro-negro enfrenta o Estudiantes na próxima quinta-feira pela semifinal da Libertadores da América
Antes da semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, o executivo do Flamengo, José Boto, minimizou as preocupações com a arbitragem paraguaia liderada por Juan Gabriel Benítez, mesmo diante do atrito jurídico entre o clube e a Conmebol pelo Maracanã. O dirigente afirmou confiar na qualidade dos juízes e destacou que seu único receio é o controle sobre o excesso de agressividade da equipe argentina em campo, reforçando que o foco do elenco rubro-negro está totalmente em jogar futebol.
O Flamengo enfrenta o Estudiantes nesta quinta-feira, 15, na Argentina, no primeiro jogo da semifinal da Libertadores da América. O time desembarcou no país no final da tarde da última terça-feira e fará a última atividade antes do confronto em solo argentino.
Contudo, um dos temas mais comentados nos últimos dias diz respeito à atuação da arbitragem. O confronto da ida será comandado por uma equipe 100% paraguaia. O árbitro será Juan Gabriel Benítez. Ele terá como auxiliares Eduardo Cardozo e Milciades Saldívar. O quarto árbitro será Blas Romero, enquanto Ulises Meireles será o responsável pelo VAR.
A escolha levantou uma situação, já que o Flamengo vive um momento de "guerra fria" com a Conmebol. A entidade é favorável ao jogo Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana, no Maracanã. Já Flamengo e Fluminense travam uma luta jurídica para tirar a partida do estádio.
Mas, na visão do executivo do clube, José Boto, o Flamengo não tem motivo para se preocupar com a equipe de arbitragem, apenas com o seu jogo. O diretor confia na qualidade dos paraguaios para evitar a agressividade em campo.
"Não, não preocupa em ser do Paraguai, sempre é um problema. Só que, às vezes, o time do Estudiantes joga bom futebol, é um time muito bem treinado, mas às vezes passa um bocadinho das marcas, daquilo que diz respeito à agressividade. A agressividade faz parte do futebol, mas compete ao árbitro levar essa agressividade", disse José Boto.
José Boto pede atenção com o excesso de agressividade
"Que saia um empurrão, que é praticamente um futebol, não um jogo agressivo. Mas compete aos árbitros trabalharem a agressividade. Isso é a única coisa que preocupa. É que não haja excesso de agressividade e que seja um bom jogo de futebol. E eles têm futebol para jogar também, sem terem que entrar nesse tipo de agressividade. Faz parte da América do Sul jogar-se assim tanto. E tem também o seu encanto fazendo isso. Mas aquilo que me preocupa mesmo é que o árbitro não deixe que o jogo vá para níveis de agressividade não só permitidos no futebol", afirmou o dirigente.
Flamengo faz conscientização com jogadores
"Nós somos uma equipa em que os jogadores se preocupam mais em jogar futebol do que em falar do árbitro. Devia ser todas as equipas assim. Sabemos que não é assim. As equipas, os times, basicamente treinam isso. Nós preferimos treinar outras coisas e jogar mais futebol. E é para isso que eles são pagos. E é isso que nós agora estamos fazendo", encerrou.
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