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José Boto é sincero ao falar sobre a torcida do Flamengo

15 jul 2026 - 17h35
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José Boto comentou, ao avaliar sua relação com a torcida do Flamengo, que não consegue definir como os rubro-negros julgam seu trabalho no clube. Em entrevista à ESPN, o dirigente afirmou que encontra uma percepção negativa nas redes sociais, mas relatou que a resposta recebida no contato direto com torcedores é diferente.

Ao abordar sobre o comportamento no ambiente digital, Boto explicou que a impressão não é positiva. "Olha, não tenho [ideia de como o torcedor avalia o trabalho]. Não tenho. E posso explicar. Se eu olhar um pouco as redes sociais, a opinião não é muito positiva", iniciou.

No entanto, apesar da análise, o dirigente afirmou que tem outra sensação na interação pessoal com os rubro-negros. Boto afirmou que nunca recebeu uma reação negativa quando encontrou torcedores na rua ou em momentos em que o Flamengo esteve em campo.

"Mas, naquele contato do dia a dia que eu tenho com os torcedores, quando os encontro na rua, quando o Flamengo joga, nunca ninguém teve uma reação negativa. Há sempre uma reação positiva. Portanto, não faço a mínima ideia do que o torcedor vê no meu trabalho", concluiu à ESPN.

José Boto destaca elogios

A relação fora das redes se torna tão distinta à da interação pessoal, que Boto comentou alguns dos elogios que costuma ouvir de torcedores. De acordo com o dirigente, o reconhecimento mais frequente envolve a postura profissional que tenta colocar na gestão do clube.

O dirigente explicou que enxerga diferenças entre a forma como o futebol europeu e o brasileiro lidam com as decisões. Para ele, na Europa existe uma postura mais fria e racional, com menor influência da emoção nas escolhas.

"Na Europa, por exemplo, somos muito mais frios. Não estou dizendo que é melhor ou pior. Estou dizendo que somos mais frios, um pouco mais racionais, não vamos tanto na emoção. Foi isso que me foi pedido. Quanto a isso, a torcida pode estar descansada, que eu dou o meu melhor pelo clube", afirmou.

Foto: Gávea News

José Boto traça planejamento para reforços nesta temporada (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

E as críticas?

Questionado sobre as críticas ao seu trabalho no Flamengo, Boto disse que não se sente afetado por discordâncias relacionadas a decisões esportivas. O dirigente citou como exemplo questionamentos sobre o valor pago por um jogador X e afirmou que o torcedor tem direito de fazer críticas.

"Não. As críticas não mexem comigo. Porque as pessoas têm o direito de criticar. E [as críticas] não mexem comigo no sentido de me fazerem ficar para baixo, ou não desenvolver meu trabalho. Não tenho essa maneira de agir ou de reagir", disse.

O dirigente afirmou, porém, que as críticas pessoais têm outro peso, principalmente quando envolvem informações que, segundo ele, não foram verificadas. Boto citou como exemplo comentários de que obrigaria funcionários do CT do Ninho do Urubu a realizarem tarefas domésticas em sua casa.

"Agora, houve uma altura em que, quando entraram em críticas pessoais, coisas pessoais, sem sequer checarem… Aí machuca um pouco. Porque dizer que eu obrigava as pessoas do CT a irem limpar minha casa, sem nem sequer saberem se isso estaria em contrato ou se eu pagaria um extra a essas pessoas", completou.

Boto afirmou que esse tipo de comentário o incomoda porque considera que as críticas são feitas por má-fé.

Gávea News
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