Felipe Ximenes não é mais diretor de futebol do Flamengo
Enquanto o elenco titular está de férias, o Flamengo passa por uma reformulação nos bastidores. Nesta quarta-feira, o diretor de futebol do clube carioca, Felipe Ximenes teve o contrato rescindido. O nome mais cotado para substituir o ex-dirigente é o de Rodrigo Caetano, que estava no Vasco.
Ximenes chegou ao Flamengo no fim de maio deste ano, quando a equipe estava na penúltima colocação da Série A do Campeonato Brasileiro e era comandada pelo técnico Ney Franco. Depois de sua chegada, a diretoria contratou Vanderlei Luxemburgo e atualmente ocupa o nono posto da tabela de classificação da competição nacional.
O profissional tinha sua renovação quase certa pelo Flamengo, mas a recente saída de Rodrigo Caetano do Vasco foi determinante na decisão dos dirigentes rubro-negros. Em comunicado oficial à imprensa, Ximenes mostrou estar satisfeito com o trabalho realizado durante os sete meses que permaneceu na diretoria de futebol da equipe. Apesar disso, o profissional lamentou não poder permanecer por mais tempo.
"Rescindi um contrato pela primeira vez na minha história profissional, com o Esporte Clube Vitória, e mudei para o Rio de Janeiro confiante em um trabalho de longa duração como outros que desenvolvi ao longo de 30 anos de vida dedicada ao esporte e que me rendeu reconhecimento e a convicção de que estava no caminho certo", escreveu.
O Flamengo, através de seu site oficial, também publicou uma nota, que destaca o trabalho de profissionalização de Ximenes, assim como ele mesmo exalta em seu comunicado ofical. "Felipe implementou novos processos de trabalho tanto na equipe principal quanto nas categorias de base. A diretoria agradece toda a dedicação dele e deseja a ele sucesso na continuidade de sua carreira. Ainda não existe um substituto para o cargo", escreveu o clube.
Confira, na íntegra, a nota oficial de Felipe Ximenes:
Ao ser comunicado hoje pelo Clube de Regatas do Flamengo da rescisão prematura do meu contrato de trabalho, após seis meses da minha chegada, deixo o clube com a certeza de ter feito o melhor para que a equipe retomasse o rumo de volta ao lugar que cabe ao Flamengo e sua história dentro do futebol brasileiro.
Encontrei um cenário totalmente adverso: o time sob o comando do segundo treinador no ano, ocupando a 19 posição na tabela do Campeonato Brasileiro e uma forte pressão para contratações durante a parada para a Copa do Mundo.
Desempenhei minha função pautado pelo profissionalismo que rege minha carreira, do qual me orgulho e não abro mão. Liderei a troca de treinadores de forma absolutamente ética, sugeri o nome do substituto e o apresentei à imprensa.
Liderei a rescisão dos contratos de alguns jogadores que o clube considerava não estarem dentro do perfil necessitado pelo Flamengo naquele momento e suportando a pressão externa e interna do clube, estive a frente do processo das duas únicas contratações feitas naquele período, Canteros e Eduardo da Silva, que se revelaram nomes de destaque na recuperação elenco.
Durante esse período, houve trocas de comando, com o cargo de Vice-presidente de Futebol do clube tendo sido ocupado por algumas pessoas, começando por Wallin Vasconcellos, o próprio Eduardo Bandeira, passando por um conselho com seis nomes e culminando com Alexandre Wrobel, que conta com ainda com um Conselho de quatro outros membros. Segui meu trabalho com a mesma lealdade, honestidade e profissionalismo em todas as gestões.
Hoje o Flamengo aparece em 9 lugar na tabela do Brasileiro e se está ainda distante dos times que escreveram a história vitoriosa do clube, também livre de qualquer ameaça de cair para a segunda divisão do futebol brasileiro, temor de todos, quando fui contratado. Mais que isso, está mais organizado para se planejar daqui para frente.
Ao aceitar o convite para ser o Diretor Executivo do futebol do Flamengo acreditava poder colaborar com a profissionalização do clube, uma bandeira da diretoria. Rescindi um contrato pela primeira vez na minha história profissional, com o Esporte Clube Vitória, e mudei para o Rio de Janeiro confiante em um trabalho de longa duração como outros que desenvolvi ao longo de 30 anos de vida dedicada ao esporte e que me rendeu reconhecimento e a convicção de que estava no caminho certo. O futebol brasileiro deve buscar de forma incessante a profissionalização em todos os setores, no cenário atual não cabe mais uma administração sem funções definidas e executadas por pessoas preparadas para cada uma delas.
Lamento não ter podido avançar nesse trabalho e agradeço à direção do Flamengo pelo convite feito. Trabalhar no clube é sempre uma honra para qualquer profissional. Espero que o Flamengo encontre o caminho de grandes conquistas enquanto seguirei minha trilha com disposição para o trabalho, seriedade e ética.