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Empresários acionam CBF após Flamengo adiar pagamento de comissões

Presidente Luiz Eduardo Baptista rebateu insatisfação dos empresários, enquanto associação alerta para risco sistêmico no futebol brasileiro

17 jul 2026 - 20h46
(atualizado às 20h46)
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A Associação Brasileira de Agentes de Futebol (Abaf) enviou um ofício ao presidente da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), Caio Resende, solicitando a inclusão formal dos empresários no Sistema de Sustentabilidade Financeira. O movimento ganhou força após o Flamengo suspender e adiar o pagamento de comissões aos profissionais de mercado. A entidade máxima do futebol nacional implementou o fair play financeiro nesta temporada.

No manifesto enviado à agência reguladora, a associação de agentes utilizou a postura adotada pelo Rubro-Negro para justificar o caráter de urgência do pedido. A Abaf argumenta que a gravidade da situação se acentua justamente pelo fato de o clube carioca ostentar a posição de agremiação em melhor saúde financeira do país.

Notificações por e-mail e transferência de débitos para 2027

O departamento de negociação e contratos do Flamengo enviou uma série de comunicados eletrônicos aos empresários nos últimos dias. Nas mensagens, a diretoria rubro-negra alegou que identificou a necessidade técnica de renegociar e reprogramar determinados pagamentos de comissões que haviam sido pactuados até o final de 2026.

A alta cúpula flamenguista explicou que as pendências financeiras deste ano serão postergadas para 2027, mas evitou detalhar o novo cronograma de depósitos. Atualmente, os empresários lesados por inadimplência precisam recorrer à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) ou à Justiça Comum. Caso a Anresf incorpore a demanda dos agentes, os clubes devedores passarão a correr riscos de sofrer punições esportivas severas no Brasileirão.

Bap rebateu alegações de empresários –
Bap rebateu alegações de empresários –
Foto: Reprodução / Flamengo TV / Jogada10

Presidente do Flamengo rebate agentes e cita investimento por Paquetá

O presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, confirmou as renegociações em entrevista ao canal do jornalista Vene Casagrande no YouTube. O mandatário defendeu a postura da diretoria e adotou um tom firme em relação às queixas do mercado de transferências:

"É possível (renegociação) porque em alguns casos a gente entende que as condições não eram necessariamente adequadas. A vantagem é o seguinte: como o Flamengo paga, tem credibilidade na praça. Pergunta para esse empresário se ele está recebendo de todo mundo em dia? Ou se ele está recebendo? Ele sabe que não. Quem não está satisfeito, não faz negócio com o Flamengo. Pode fazer negócio com os outros clubes, não tem problema."

De fato, esta não representa a primeira colisão do dirigente com os agentes de jogadores. No início do ano passado, a gestão adotou medida semelhante para recompor o fluxo de caixa no início do mandato de Bap. A saber, ele assumiu o cargo herdado de Rodolfo Landim com cerca de R$ 3 milhões em caixa.

Atualmente, o Flamengo lida com uma redução no poder de compra para buscar reforços nesta janela de transferências. A diretoria admitiu publicamente que o investimento bilionário na contratação de Lucas Paquetá — que custou R$ 315,7 milhões, exigindo o desembolso imediato de R$ 155 milhões à vista — obriga o departamento de futebol a manter cautela financeira nos próximos alvos de mercado.

Foto: Divulgação / Abaf - Legenda: Reunião da Associação Brasileira de Agentes de Futebol (Abaf) / Jogada10

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Jogada10
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