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Consórcio Fla-Flu questiona exigências da Fifa para uso do Maracanã na Copa de 2027

Entidade cobra cumprimento de contrato para o Mundial Feminino, enquanto clubes contestam período de exclusividade e obras

15 jul 2026 - 11h37
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O Maracanã, que será palco da final da Copa do Mundo Feminina de 2027, tornou-se alvo de divergências entre a Fifa e o Consórcio Fla-Flu. Afinal, a empresa responsável pela administração do estádio questiona algumas exigências previstas no contrato firmado para a realização do torneio.

Entre os principais pontos estão o período de uso exclusivo da arena, as regras para preservação do gramado e a responsabilidade por renovações permanentes e complementares da estrutura. A informação é do portal "ge".

As divergências levaram a Fifa a encaminhar um ofício ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. No documento, a entidade solicitou uma "intervenção" para garantir o cumprimento das obrigações assumidas no Contrato de Estádio, assinado pela própria Fifa, pelo Governo do Estado, pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pela CBF.

O contrato determina que a entidade assuma o controle exclusivo do Maracanã 14 dias antes da primeira partida no estádio. Além disso, estabelece um período de preservação do gramado de 28 dias antes da estreia e cinco dias após o último jogo. Até o momento, apenas a final tem confirmação no Maracanã, embora o estádio também concorra para receber a abertura da competição.

Contudo, os clubes negociam a redução do prazo de preservação do gramado para diminuir o período sem utilização da arena antes da paralisação do calendário do futebol masculino. A Copa do Mundo Feminina ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Entidade cobra o cumprimento de obrigações

No ofício enviado em 24 de junho, a Fifa citou as tratativas mantidas com o Consórcio Fla-Flu e cobrou o cumprimento das obrigações previstas no contrato. O foco é no uso exclusivo do estádio, à preservação do gramado e às adaptações necessárias para a realização do torneio.

Diante disso, o diretor de operações da Copa do Mundo Feminina de 2027, Thiago Jannuzzi, afirmou que, após meses de desenvolvimento dos projetos, a concessionária passou a alegar que os períodos exigidos poderiam afetar indicadores de desempenho previstos no contrato de concessão firmado com o Governo do Estado.

De acordo com o consórcio, o cumprimento dessas exigências pode resultar em penalidades, aumento da outorga, redução das notas de desempenho e outros impactos financeiros.

Momento em que a Comitiva da Fifa esteve no Maracanã –
Momento em que a Comitiva da Fifa esteve no Maracanã –
Foto: Rafael Ribeiro/CBF / Jogada10

Outro ponto de impasse envolve os investimentos em melhorias na estrutura do Maracanã. A Fifa solicitou que o Governo do Estado analisasse a situação e atuasse para viabilizar as adaptações necessárias ao estádio. De acordo com Thiago Jannuzzi, as condições atuais da arena exigem um plano de ação para atender aos compromissos assumidos no Contrato de Estádio.

"A Concessionária também questiona esse aspecto, alegando não ser a responsável por esses investimentos, a despeito de ter assinado anexos do mesmo na qualidade de Autoridade do Estádio e estar efetivamente exercendo esse papel", ressalta o diretor executivo de operações.

Foto: Divulgação/Maracanã - Legenda: Maracanã será palco da final da Copa do Mundo Feminina de 2027 / Jogada10

Por fim, o ofício da Fifa também teve como destinatários integrantes do Governo do Estado ligados à Casa Civil e à Secretaria de Esporte. Entre eles está o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, que também ocupa a vice-presidência do Flamengo.

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Jogada10
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