Eliminação de Senegal na Copa do Mundo destaca racha na seleção
Espera-se que as recriminações surjam rapidamente após a desastrosa eliminação de Senegal da Copa do Mundo, com um racha evidente no elenco após a derrota para a Bélgica em Seattle na última quarta-feira.
O futuro do técnico Pape Bouna Thiaw, suspenso para as cinco primeiras rodadas da campanha de qualificação de Senegal para a Copa Africana de Nações, que começa em setembro, é incerto após a equipe desperdiçar uma vantagem de 2 x 0 contra a Bélgica e ser eliminada do torneio.
Senegal estava a cinco minutos de garantir uma vaga nas oitavas de final quando permitiu que a Bélgica se recuperasse e acabou perdendo por 3 x 2 na prorrogação, após um pênalti marcado com auxílio do VAR no último suspiro da partida.
O importante meia Pape Gueye afirmou que não jogará mais sob o comando de Thiaw, publicando nas redes sociais: "Voltarei mais tarde para dizer algumas palavras sobre nossa eliminação. Mas hoje anuncio que, enquanto essa comissão técnica permanecer no comando, vou dar um tempo na seleção nacional."
Gueye foi surpreendentemente deixado no banco na partida anterior contra o Iraque, em Toronto, na última sexta-feira, mas entrou no segundo tempo e marcou dois gols. Ele voltou à escalação titular contra a Bélgica, mas foi substituído no meio da etapa final.
Thiaw foi alvo de duras críticas na imprensa senegalesa.
"Esse colapso histórico não foi uma falha dos jogadores, mas sim o resultado de uma gestão de elenco e de decisões táticas catastróficas por parte do técnico", escreveu o jornal Yoor-Yooir.
Mas, após a derrota para a Bélgica, Thiaw disse que alguns de seus jogadores estavam cansados e incapazes de continuar.
"Por isso, tivemos que fazer alterações. Quando se perde, não dá para dizer que as mudanças valeram a pena, porque estávamos em vantagem. Mas o futebol é assim. Temos que aceitar."
Thiaw assinou um novo contrato e recebeu salários pendentes antes do início da Copa do Mundo, mas sua suspensão — por ter retirado a equipe de campo durante a tumultuada final da Copa Africana de Nações, em janeiro — o torna uma espécie de "pato manco" pelos próximos nove meses.
A carreira internacional do capitão Kalidou Koulibaly também pode chegar ao fim, após 105 partidas pela seleção, mesmo com a próxima Copa Africana, na África Oriental, a apenas um ano de distância.
Seus erros nos dois primeiros jogos da fase de grupos da Copa do Mundo, contra a França e a Noruega, levaram a derrotas que abalaram a confiança da equipe.
O meia Idrissa Gana Gueye, que completará 37 anos em setembro, pode se sentir tentado a permanecer, especialmente se Senegal vencer o recurso no Tribunal Arbitral do Esporte para recuperar o título da Copa Africana de Nações, que lhe foi retirado pela Confederação Africana de Futebol.
Se isso acontecer, a competição do ano que vem, que será coorganizada por Quênia, Tanzânia e Uganda, será uma oportunidade para o terceiro título de Senegal em quatro edições da Copa Africana - o que também serve de motivação para Sadio Mané, de 34 anos, continuar jogando pela seleção de seu país.
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