Cruzeiro recebe alerta da CBF sobre proibição de bets em MG
Decreto afeta diretamente o Mineirão, estádio utilizado pelo clube celeste como mandante em competições nacionais
A CBF notificou o Cruzeiro sobre o decreto de Minas Gerais que proíbe a publicidade de empresas de apostas em bens públicos estaduais, afetando diretamente o Mineirão em jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil. A entidade alertou que o clube é responsável por assegurar os espaços comerciais dos torneios e não poderá repassar eventuais prejuízos. A medida não atinge rivais com estádios privados, e o departamento jurídico celeste analisa ações cabíveis.
A CBF enviou ao Cruzeiro nesta sexta-feira (21) um ofício para tratar dos efeitos do Decreto Estadual nº 49.279, publicado pelo Governo de Minas Gerais. A medida proíbe a exibição de publicidade, propaganda, promoção comercial e patrocínios de empresas de apostas em bens públicos estaduais.
Segundo a entidade máxima do futebol, o decreto afeta diretamente o Mineirão, estádio utilizado pelo Cruzeiro como mandante em competições nacionais. Julio Avellar, diretor de competições da CBF, assinou o documento e o enviou a Pedro Lourenço, presidente da SAF do Cruzeiro, com cópia para Castellar Guimarães Neto, presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF).
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A restrição atinge diversos espaços comerciais dos jogos. A norma afeta placas, painéis, faixas, totens, telões, som, marcas e camarotes. O decreto, aliás, já vigorando impacta o Cruzeiro no Brasileirão e na Copa do Brasil. A entidade avalia os prejuízos das medidas sobre as ações comerciais dos torneios.
Ainda segundo a CBF, os clubes participantes precisam cumprir as regras e orientações relacionadas à proteção dos espaços comerciais das competições e das marcas parceiras.
Responsabilidade do Cruzeiro
A CBF defende que a origem estadual da restrição não exime o Cruzeiro da responsabilidade de oferecer um estádio adequado às regras das competições. A entidade reforça que o clube não pode repassar eventuais prejuízos nem à confederação nem aos adversários, mas não fixou prazo para adequação nem detalhou possíveis punições esportivas. O clube, assim, deve acionar o departamento jurídico para avaliar as medidas cabíveis.
O decreto do Governo de Minas Gerais, aliás, não afeta outros times de Belo Horizonte, como Atlético-MG e América-MG, já que seus estádios são particulares.
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