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Fim de ciclo? Lionel Messi tem mais gás para seguir com a Argentina

Jogador descarta aposentadoria e seguirá com a Albiceleste

19 dez 2022 - 07h33
(atualizado às 08h04)
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Após 36 anos, a Argentina encerrou o jejum de títulos da Copa do Mundo com Lionel Messi liderando a Scaloneta ao tricampeonato. Aos 35 anos, o camisa 10 da Albiceleste realizou sua melhor competição com a camisa da seleção ao marcar sete gols e contribuir com três assistências.

Embora não viva seu auge físico, o craque foi decisivo ao longo do torneio e, principalmente, na final do Mundial contra a França. A impressão é de que ainda há gás no tanque do gênio para seguir jogando e vestindo a camisa da Argentina nos próximos anos. Mas a decisão está nas mãos do jogador.

Logo após a decisão, Messi afirmou que tem a intenção de seguir aproveitando com a Albiceleste, mas não declarou até quando representará seu país no futebol. Em um ciclo de Copa mais curto (três anos e meio), fica a questão: é possível que o maior jogador argentino desde Maradona possa quebrar mais um recorde e chegar em seu sexto Mundial?

Em março do próximo ano, as Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 irão começar e é possível que o craque siga atuando e ajudando sua seleção. O calendário da América do Sul prevê também a disputa da Copa América em 2024, onde Messi poderá disputar mais um título pela Argentina. Mas até que ponto vale a pena iniciar o próximo ciclo e deixar a seleção antes de 2026?

Nesse momento, são mais dúvidas do que certezas. O grande ponto é que um treinador não pode abrir mão e prescindir de um jogador que conquistou tudo na carreira: Copa do Mundo, Copa América, Finalíssima, Champions League, Mundial de Clubes, Campeonato Espanhol, Campeonato Francês e sete vezes melhor jogador da temporada.

Se Messi quiser seguir jogando, a Argentina seguirá sendo uma grande seleção, favorita em qualquer competição e liderada pelo maior jogador do século XXI. Caso o atleta não jogue, Lionel Scaloni será responsável por conduzir uma transição dolorosa, pois a saída de uma peça desse peso é sentida. Independentemente da coletividade que é o esporte e das outras 25 engrenagens que construíram a conquista da Albiceleste.

Técnico da Argentina e uma pessoa com bom senso, Lionel Scaloni torce para que Messi siga no próximo ciclo e afirmou que a camisa 10 estará aguardando a decisão do jogador. E, mesmo que não vença uma próxima Copa do Mundo, o astro nunca diminuirá seu tamanho a exemplo de Maradona, que venceu o torneio em 1986, disputou os Mundiais de 1990 e 1994, onde deu mais problemas do que soluções. Mas continuou sendo um Deus. Patamar já alcançado pelo protagonista da nova geração.

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