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Tuma Júnior admite risco de eleição do Corinthians não acontecer

Presidente do Conselho Deliberativo cita possível intervenção judicial e questionamentos sobre regras do pleito marcado para novembro

1 out 2026 - 10h50
(atualizado às 10h50)
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Resumo
A eleição presidencial do Corinthians, marcada para 28 de novembro, corre o risco de não acontecer devido a investigações do Ministério Público de São Paulo sobre uma possível intervenção judicial no clube, segundo Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. O cenário de incerteza também é agravado pelo travamento da reforma estatutária na Justiça e por questionamentos judiciais contra regras do pleito, como taxas de inscrição e a exigência de reconhecimento facial para os eleitores.
Reforma do estatuto segue suspensa por decisão judicial, aumentando as incertezas sobre o processo eleitoral do clube –
Reforma do estatuto segue suspensa por decisão judicial, aumentando as incertezas sobre o processo eleitoral do clube –
Foto: Divulgação/Agência Corinthians / Jogada10

A eleição presidencial do Corinthians, marcada para 28 de novembro, entrou em uma nova zona de incerteza. O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, o "Tuminha" admitiu que o pleito pode não ocorrer caso haja uma intervenção judicial ou novas decisões sobre o processo eleitoral.

A declaração ocorreu nesta quarta-feira (30), em meio à investigação do Ministério Público de São Paulo sobre uma possível intervenção no clube. De acordo com o dirigente, o procedimento está sob responsabilidade dos promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal. Desse modo, o desdobramento pode resultar em ação civil pública ou em um Termo de Ajustamento de Conduta.

Reforma do estatuto segue suspensa por decisão judicial, aumentando as incertezas sobre o processo eleitoral do clube –
Reforma do estatuto segue suspensa por decisão judicial, aumentando as incertezas sobre o processo eleitoral do clube –
Foto: Divulgação/Agência Corinthians / Jogada10

Eleição do Corinthians enfrenta questionamentos

Tuma afirmou que Osmar Stabile poderia procurar o Ministério Público para tentar construir um acordo. A sugestão envolve um TAC com medidas apontadas pelos promotores e uma possível reorganização do clube antes da definição sobre uma intervenção.

"Não sei (quem seria o responsável pelo clube caso a eleição não aconteça), depende do alcance da intervenção. Pode ser um interventor geral, que vai intervir no clube e no Conselho. Difícil uma intervenção que abranja todos os órgãos, porque, como é uma associação, o interventor pode eventualmente ter poderes para paralisar qualquer deliberação", afirmou

A própria reforma do estatuto segue travada na Justiça. Em setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu novamente a assembleia que discutiria as mudanças, pela quarta vez, logo após recurso apresentado por conselheiros vitalícios.

O processo eleitoral também enfrenta questionamentos próprios. Uma ação apresentada por um associado contesta taxas cobradas de candidatos e chapas, além da exigência de reconhecimento facial para os eleitores. Dessa forma, as regras atuais preveem identificação facial cadastrada para votar.

Apesar das incertezas, a eleição continua marcada para 28 de novembro. O calendário prevê a escolha do presidente, dois vice-presidentes e 200 conselheiros trienais. Atualmente, o clube possui cinco pré-candidatos, sendo eles: André Castro, Rozallah Santoro, André Negão, Sérgio Janikian e José Augusto Mendes.

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Jogada10
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