Sócios do Corinthians pedem intervenção judicial no clube
Movimento alega irregularidades na gestão, ''sequestro político'' e propõe mudanças estruturais no clube
Um grupo de associados do Corinthians formalizou, nesta terça-feira (24/3), um pedido de intervenção judicial na administração do clube. A iniciativa busca a saída do presidente Osmar Stabile e a nomeação de um interventor para assumir o comando.
A solicitação partiu do movimento "Salvem o Corinthians", formado por sócios e torcedores. No entanto, apenas associados participaram da assinatura do documento. Para justificar a medida, o grupo aponta uma série de suspeitas e episódios recentes que, segundo eles, comprometem a governança da instituição.
No texto encaminhado à Justiça, os autores afirmam que o clube vive um "sequestro político", cenário que dificultaria a fiscalização interna. Além disso, acusam dirigentes de desrespeitarem normas do estatuto, o que também embasa o pedido de intervenção em órgãos como Conselho Deliberativo, Conselho de Orientação e Conselho Fiscal.
Outro ponto citado envolve a reunião do Conselho realizada na última segunda-feira. Na ocasião, foi aprovado o afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do órgão. Segundo os sócios, o encontro "foi absolutamente ilegal e violou de maneira acintosa as disposições estatutárias do clube."
Além disso, o grupo sustenta que essa interpretação encontra respaldo na Comissão de Justiça do próprio Conselho. Com base nesses argumentos, o pedido foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, dentro do processo relacionado ao Regime Centralizado de Execuções do clube.
Grupo quer outras mudanças no Corinthians
Além da troca no comando, o movimento sugere uma série de mudanças administrativas. Entre elas, a contratação de um CEO profissional para conduzir a gestão executiva, a implementação de auditoria independente e a busca por novas estratégias de marketing para ampliar receitas.
Os sócios também defendem a realização de debates públicos sobre a reforma do estatuto. Além disso, querem a possível adoção do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com posterior votação em assembleia geral.
O caso ganha ainda mais relevância porque, no fim do ano passado, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para avaliar a viabilidade de uma intervenção no clube. Diante disso, os autores da ação solicitam que o órgão passe a integrar o processo como parte ativa.
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