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Ralf se diz agradecido ao Corinthians e sem noção de sua representatividade

22 abr 2019
07h04
atualizado às 07h04
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Fábio Carille rasgou elogios a Ralf depois da conquista do tricampeonato paulista do Corinthians, neste domingo, com uma vitória por 2 a 1 em cima do São Paulo. O volante foi considerado o melhor jogador em campo na Arena por muitos e, em meio as comemorações, se mostrou muito agradecido ao clube alvinegro e às pessoas que lá trabalham diariamente.

"Eu fico muito feliz com todas as palavras que eles direcionaram a mim. Como eu sempre falo, eu não tive base e hoje me sinto privilegiado em ter as portas abertas em um clube igual ao Corinthians, da grandeza que é, de me dar esse respaldo do estafe para que eu possa fazer um trabalho de fundamento, de cabeceio, finalização, de perna esquerda, coisas que eu não tive no início da minha carreira. Então, hoje eu agradeço por ter essas oportunidades e é o que eu sei fazer. Estou me dedicando cada vez mais", comentou.

Depois de passar dois anos na China, Ralf voltou em 2018 ciente de que precisaria driblar a desconfiança, principalmente pela idade (hoje tem 34 anos) e pelo fato de não ter, em tese, fazer tanto para conquistar o respeito do torcedor corintiano, já que seu passado de glórias poderia lhe servir de escudo.

'Ah, será que vai ser o mesmo? Será que já está com a vida ganha, com o burro na sombra?' E não é assim. Eu tenho muito mais o que conquistar e hoje (neste domingo) foi mais uma prova disso. Eu fico feliz com esses elogios, mas eu sei que não posso me acomodar, porque sempre é preciso melhorar".

Ralf é tricampeão paulista (2013, 2018 e 2019), bicampeão brasileiro (2011 e 2015), campeão da Recopa Sul-Americana (2013) e também da Libertadores da América e do Mundial de Clubes (ambos em 2012). Tudo com a camisa do Corinthians.

Pelas taças, importância em campo e, além disso, pelo profissionalismo e o respeito demostrado a cada dia de treino, o nome de Ralf é sempre um dos mais ovacionados pelos torcedores antes dos jogos na Arena, por exemplo. O volante, porém, garante não ter noção de sua representatividade para o clube e a Fiel.

"Não imagino. É difícil. Com toda a humildade, de verdade mesmo, não é arrogância nem nada. Mas, eu não imagino. Eu entendo pela idolatria que eu tenho aqui, pelo carinho que o torcedor corintiano tem comigo, mas eu não imagino o que eu represento para essa nação", explicou.

E se Carille imagina que Ralf poderá ser recuada à zaga para prolongar a carreira, como o técnico disse durante a última entrevista coletiva, o cão de guarda já avisou que o plano não é esse.

"Não tenho em mente. Como eu falei, se for para ir de zagueiro no decorrer da partida, até entendo. Mas, para iniciar a partida, nunca iniciei. Eu quero jogar, estar pronto para ajudar a equipe. O treinador, se ele achar que deve me recuar um pouco para ajudar na zaga, eu estou à disposição, mas não é do meu feitio, não é minha posição de origem", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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