"Nunca desviei": Vice do Corinthians se defende e aponta falhas em auditoria
Armando Mendonça convoca imprensa, nega acusações sobre materiais da Nike e diz que renuncia se auditoria externa provar erro
O vice-presidente do Corinthians, Armando Mendonça, convocou a imprensa nesta quarta-feira (19/11) para rebater as acusações de desvio de materiais esportivos da Nike. O dirigente, que prestou depoimento à polícia na última terça-feira, criticou duramente o relatório de auditoria interna encomendado pelo presidente Osmar Stabile. Segundo Armando, o documento contém falhas graves e "tem algum interesse" oculto. Ele, portanto, negou qualquer conduta ilícita e desafiou a diretoria a contratar uma auditoria independente e externa para passar o clube a limpo.
"Eu nunca desviei um material do Corinthians. Se fizer uma auditoria independente, externa e especializada e constatar que eu desviei um grampo do Corinthians, eu renuncio no dia seguinte", afirmou o dirigente.
O vice argumentou que a gestão atual, na verdade, melhorou o controle. Ele apresentou números que mostram uma redução de 25% nas solicitações de materiais em comparação ao ano anterior. Para ele, o descontrole era uma "herança maldita" da gestão de Augusto Melo, que estourou a cota com a fornecedora.
O ponto central da acusação envolve a retirada de 131 itens da fornecedora. O vice-presidente, contudo, explicou que seu nome consta nos pedidos apenas porque ele é o aprovador final do sistema. Segundo Armando, ele retirou apenas 47 itens para uso próprio em viagens e relacionamento institucional, o que faz parte de suas funções. Os outros 84 itens, de acordo com ele, referem-se a transferências administrativas e materiais para terceiros, todos devidamente documentados.
Vice-presidente do Corinthians rebate mais acusações
O vice-presidente ainda explicou a situação das camisas com patches da NFL. Ele afirmou que retirou oito peças, mas não as entregou a ninguém, aguardando a conclusão da auditoria.
"Se eu quisesse pegar o material para mim… não iria assinar nada", argumentou.
Sobre a falta de notas fiscais em transferências de material, Armando foi enfático ao dizer que essa responsabilidade cabe ao departamento financeiro, e não a ele:
"Quem é responsável por nota fiscal é o departamento financeiro."
Mendonça também rebateu a acusação de que teria coagido o diretor de tecnologia, Marcelo Munhoes, responsável pela auditoria. O relatório afirma que o vice usou "expressões de natureza agressiva", mas Armando nega.
"Eu não ameacei ninguém. Isso é crime", defendeu-se.
O vice-presidente, inclusive, acusou Munhoes de alterar o relatório original para remover o nome de um funcionário que negou participação na auditoria. De qualquer modo, o caso agora segue para a Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, que apurará os fatos.
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